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7 de julho de 2021
Ricardo Muccillo, reitor do Centro Universitário Cesuca, destaca a importância do conhecimento para o desenvolvimento de uma sociedade disruptiva
Com o avanço tecnológico, a cada dia, mais inovações são oferecidas à sociedade para solucionar problemas cotidianos. A tecnologia passa por um processo de transformação constante, e no futuro, em um cenário pós-pandemia, os desafios e novas tendências farão parte do presente.
Para o professor Ricardo Muccillo, reitor do Centro Universitário Cesuca, instituição que integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, a tecnologia é formada por ferramentas, métodos e processos que buscam solucionar problemas do dia a dia. E a maior parte das inovações tecnológicas que estão sendo criadas nos dias atuais se devem pelo incentivo à educação, pesquisa e inovação dentro das instituições de ensino.
Ricardo explica que a pandemia foi um catalisador das inovações tecnológicas, mas que já era uma realidade no mercado. “A Covid-19 mudou a nossa realidade para um mundo ainda mais virtual. Diversas pesquisas apontam que o processo de Transformação Digital, que já estava em curso nas grandes empresas, foi adiantado em até cinco anos, devido as novas necessidades impostas pela pandemia. Acredito que algumas coisas vamos voltar a fazer como em março de 2020, mas outras nunca mais serão como antes. Porque experimentar a tecnologia em determinadas questões faz com que a gente veja coisas diferentes que nos fazem viver melhor”.
A inovação tecnológica pode ser classificada como uma competição entre pessoas, empresas e marcas, com a ideia de proporcionar novas experiências à sociedade, novas maneiras de se pensar e fazer as coisas. Um processo contínuo de evolução. Segundo o professor, para ser caracterizado como inovação, tem que haver a “comercialização de um novo produto, processo ou metodologia que rompa com o padrão estabelecido e imponha um novo paradigma na realização de determinada atividade”, explica.
Para o docente, atualmente a humanidade passa por um processo de destruição criativa. “Transitamos da vitrola para o Spotify, por exemplo. Poderia uma empresa dizer que não acredita no Spotify e continuar investindo em fita-cassete porque ama? Poderia, mas isso seria nadar contra a correnteza. Significaria ser jogado para fora do mercado competitivo. ”
“Isso se aplica a todos os tipos de negócio. Todos estão sujeitos a essa transformação dentro da dinâmica dos meios de produção capitalista, inclusive as profissões, como os caixas de banco, datilógrafos, etc. Existem coisas que são substituíveis, outras não, e algumas ainda não são porque não existe tecnologia que viabilize aquela substituição. Esse é o processo de destruição criativa. O que está permitindo tudo isso hoje são aqueles upgrades, as inovações disruptivas que viabilizaram novas formas de pensar e interagir”, ressalta.
Para acompanhar todos esses avanços e se manter relevante no mercado, será preciso que os indivíduos e as corporações invistam cada vez mais em conhecimento e em capacitação de seus stakeholders. “No mundo contemporâneo, o que tem mais valor são profissionais aptos para adquirirem novos conhecimentos, dispostos a repensarem de forma criativa seus processos e antenados com as novas necessidades do mercado para desbravar novos aprendizados e horizontes”, explica.
Para o professor, estamos em meio a uma revolução que começou em meados dos anos de 1980, quando operários passaram a ser substituídos por robôs nas linhas de montagens. Agora, no ano de 2021, processos menos braçais e que exigiriam a interação humana, começam a ter o mesmo destino daqueles operários de 4 décadas atrás. Essa transformação é chamada de Industria 4.0.
“Já temos a realidade do chat, por exemplo, em que informações básicas são respondidas automaticamente com auxílio da tecnologia, e se o atendimento for mais complexo a pessoa pode chamar um ‘chat humano’. A maioria das empresas estão trabalhando dessa forma, e é viabilizado por esse novo conceito de ideias 4.0”.
Segundo o docente, diante de um cenário com tantas e tão rápidas transformações, a academia exerce um papel fundamental na formação de um profissional mais adaptável e que saiba criar pontes entre informação, pesquisa e conhecimento. ” Hoje, trabalhamos para que os alunos do ensino superior aprendam a pesquisar, saibam ter um olhar crítico sobre o conhecimento e desenvolvam novas soluções a partir dessa experiência. As coisas estão se destruindo mais rápido, o indivíduo que tiver maior estoque de informação, conhecimento e capacidade de pesquisa, estará muito mais adaptado com o mundo contemporâneo do que alguém que é repetidor de conteúdo ou alguém que decora”, conclui.