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20 de agosto de 2021

A produção audiovisual, o mercado nacional e a retomada pós-pandemia

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Cineasta, produtora cultural e coordenadora do curso de Cinema do CEUNSP, Lilian Solá Santiago, diz que incentivo às produções nacionais atraem investimentos para o País

No mercado audiovisual brasileiro muitos são os segmentos que compõem a cadeia de valor e de produção, desde à concepção de roteiros, financiamento até à exibição do conteúdo final, e a partir desses e outros diversos pontos, o crescimento de profissionais e da demanda nesse setor tem sido exponencial.

Em estudo recente da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), órgão responsável pela regulação, fiscalização e fomento desse mercado no País, publicado no Observatório do Cinema e do Audiovisual (OCA), os últimos anos têm se caracterizado pelo crescimento do segmento de Vídeo por Demanda – VoD, acompanhado por quedas nos segmentos de TV Paga e Aberta. O estudo mostra que o VoD se consolida, junto com a TV Paga e Aberta, como os mais importantes segmentos de consumo audiovisual e já representa mais de 20,9% do valor adicionado pelo setor na economia.

Segundo a cineasta, produtora cultural e coordenadora do curso de Cinema do Centro Universitário N. Senhora do Patrocínio (CEUNSP), Lilian Solá Santiago, O setor audiovisual no Brasil é um dos segmentos mais importantes para a economia, e antes da pandemia chegou a representar 1,67% do PIB brasileiro.

“Em 2018, por exemplo, o mercado movimentou R$ 26, 7 bilhões na economia brasileira. Vejo que esses dados dos últimos anos são resultados da evolução tecnológica e de mudanças nos hábitos de consumo da população, pois as demandas crescem e oferecem cada vez mais um produto audiovisual mais personalizado e exclusivo. No pós-pandemia, a perspectiva é de crescimento no setor. Para isso, é preciso também enxergar o audiovisual como indústria, pois o incentivo às produções nacionais é o que atrai investimentos para o País”, avalia a cineasta.

Ainda acerca do cenário de pandemia, Lilian salienta que o setor como um todo foi um dos que mais sofreu, com o fechamento temporário das salas de cinema, gravações, e que no ano passado, apenas 60 títulos brasileiros foram lançados, uma queda considerável em comparação aos 167 filmes que estrearam em 2019. “Repito, apesar do futuro incerto, vejo uma retomada do setor para os próximos anos, pois somos seres sociais e necessitamos de arte e cultura para desenvolver senso crítico e ressignificar a nossa realidade”, argumenta.

Por fim, a docente ressalta que diante dos obstáculos da pandemia, mais do que nunca os produtores, exibidores e as distribuidoras estão se reinventando e que essa criatividade é o que vai trazer o público de volta às bilheterias após a vacinação e atrair ainda mais profissionais para esse mercado de trabalho.

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