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11 de setembro de 2025

Acidentes domésticos: saber como agir pode salvar vidas 

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Especialista da Cruzeiro do Sul Virtual revela o essencial em primeiros socorros para sua casa e quando chamar a emergência

Acidentes domésticos são uma realidade em muitas famílias, e a capacidade de agir rapidamente em emergências pode ser determinante para preservar vidas e reduzir sequelas. Pensando nisso, a professora Jussara Lisboa, coordenadora do curso de Enfermagem da Cruzeiro do Sul Virtual, reforça a importância de ter noções básicas de primeiros socorros e orienta sobre como se preparar para os incidentes mais comuns. 

“Ter conhecimento inicial de primeiros socorros é essencial, pois saber como agir diante de uma emergência pode evitar complicações graves, reduzir riscos de morte e minimizar possíveis sequelas. Esse preparo básico oferece mais segurança para lidar com situações inesperadas dentro de casa”, afirma a docente. 

Os três acidentes domésticos mais comuns e como agir 

Segundo a especialista, as famílias devem estar preparadas para lidar imediatamente com três tipos de acidentes domésticos frequentes: 

  1. Queimaduras: podem ocorrer com líquidos quentes, vapores ou objetos térmicos. A ação imediata é resfriar a área com água corrente fria. 
  1. Hemorragias: geralmente provocadas por cortes com objetos afiados. A prioridade é estancar o sangramento por meio de compressão direta. 
  1. Engasgos: especialmente perigosos em crianças e idosos. A manobra de Heimlich é crucial para desobstruir as vias aéreas. 

“Estar preparado para lidar com essas situações pode fazer toda a diferença até que o socorro profissional chegue”, ressalta Jussara. 

Kit de primeiros socorros: o que ter e o que evitar 

Para montar um kit doméstico eficiente, a docente recomenda incluir: 

  • Higiene e Antissepsia: soro fisiológico, álcool 70%, antissépticos tópicos e água oxigenada. 
  • Curativos: adesivos de vários tamanhos, gazes estéreis, esparadrapo, ataduras e faixas elásticas. 
  • Instrumentos: tesoura sem ponta, pinça, termômetro, luvas descartáveis, máscaras, bolsa térmica de gel e um manual de primeiros socorros. 

Em contrapartida, a especialista alerta sobre erros comuns: “É fundamental evitar o uso de produtos não esterilizados, medicamentos sem orientação médica ou a aplicação de substâncias caseiras em ferimentos, pois isso pode agravar a situação”, adverte. 

Quando agir e quando chamar a emergência 

A especialista enfatiza que, em emergências domésticas, a aplicação rápida e correta dos primeiros socorros pode ser decisiva. Isso inclui casos como quedas com fraturas, cortes profundos, queimaduras, engasgos, crises alérgicas, convulsões e paradas cardiorrespiratórias. 

No entanto, é igualmente importante reconhecer o momento de acionar o serviço de emergência – SAMU (192) ou Bombeiros (193). A ligação deve ser feita imediatamente quando: 

  • A vítima está inconsciente ou não responde aos estímulos; 
  • Há dificuldade respiratória intensa ou sinais de asfixia; 
  • O sangramento é abundante e não estanca com compressão; 
  • A queimadura é extensa, profunda ou envolve face/genitais; 
  • Há suspeita de fratura exposta ou trauma craniano; 
  • A pessoa apresenta dor intensa no peito, sinais de infarto ou AVC (como paralisia facial, dificuldade de fala ou perda de força); 
  • A vítima está em convulsão prolongada ou repetitiva; 
  • Há reação alérgica grave com inchaço, falta de ar ou queda de pressão. 

“Nessas situações, tentar resolver sozinho pode colocar a vida da pessoa em risco. O ideal é manter a calma, aplicar os primeiros socorros básicos e chamar ajuda profissional imediatamente, informando com clareza o que está acontecendo e seguindo as orientações dos atendentes”, conclui Jussara. 

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