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6 de setembro de 2022
Os pesquisadores vinculados aos programas de pós-graduação da UNICID seguem conquistando espaços e resultados de destaque pelos seus trabalhos!
Recentemente, o professor Vitor Loureiro, aluno do Programa de Pós-graduação em Formação de Gestores Educacionais da nossa Instituição, foi o grande vencedor da edição 2022 do Prêmio Dica de Mestre – Categoria Educador, que faz parte do Aprender Criança, maior Congresso de Neurociência e Educação da América Latina.
O trabalho Resultados de um Protocolo Neuropsicopedagógico Institucional em Estudantes Do Ensino Médio tem autoria principal do mestrando, com colaboração do professor João Paulo Martins Campelo e do Prof. Dr. Fabrício Bruno Cardoso. Os três fazem parte do Laboratório de Pesquisas Lieenp/Censupeg.
Essa foi a 5ª edição do prêmio, que valoriza a expertise e criatividade de educadores e profissionais de saúde voltados à educação. Os trabalhos foram avaliados por uma Comissão Científica e precisavam ter relação com a interface das Neurociências e Educação, não podendo ser exclusivamente teóricos.
Experiência na UNICID
Já na etapa final do Mestrado, o pesquisador é orientado pela Profa. Dra. Adelina Novaes, com quem tem desenvolvido um trabalho sobre as percepções de professores da educação básica sobre dificuldades de aprendizagem.
Ele destaca que sua escolha pelo Programa da UNICID se deu pela qualidade da Instituição, do corpo docente e da pesquisa, além do foco na formação de gestores.
Sobre a orientadora, Vitor valoriza sua competência como profissional e generosidade. “A figura ímpar da Profa. Adelina supera as expectativas da palavra orientação, ao mesmo tempo que é uma das maiores referências em sua área de pesquisa. É um ser humano de coração largo e amigo”.
Sobre o trabalho vencedor
A pesquisa surgiu das preocupações dos pesquisadores junto à direção do Colégio Lerote, em Teresina – PI, onde o mestrando é coordenador pedagógico, sobre o cenário de retomada da Educação Básica após a fase mais crítica da pandemia.
“De forma especial minha preocupação se dá como educador, gestor, mas como pai, por que, tenho duas filhas no Ensino Médio. Toda a minha pesquisa tem um quesito ‘visceral’, pois minha filha caçula tem o TDAH e é minha motivação para mudar toda a minha carreira como educador, embrenhar na neuropsicopedagogia e pensar numa escola mais inclusiva e que compreenda que todo ser humano é capaz de aprender”, destaca o pesquisador.
O trabalho foi desenvolvido diante de um cenário de tensões naturais do período da adolescência, amplificadas pela pandemia, como ansiedade, baixo rendimento escolar, falta de engajamento e dificuldades de aprendizagem.
“Nesse sentido, construímos um protocolo de intervenção neuropsicopedagógica que durou 8 semanas, com uma intervenção semanal de 40 minutos por sessão. Antes do processo os alunos receberam esclarecimentos sobre os objetivos do estudo, a escola trabalhou no quesito de orientação às famílias e as devidas autorizações”, explica.
Havia um grupo de intervenção e um de controle. Ambos foram avaliados com escalas que consideram fatores relacionados aos sintomas de ansiedade, engajamento escolar e resultados acadêmicos. O grupo de intervenção recebeu o protocolo que uniu conhecimentos das neurociências aplicadas à educação, psicologia cognitiva e teorias da aprendizagem.
Após o protocolo, os dois grupos foram reavaliados: os resultados foram significativos na avalia intra e intergrupos. “Levamos os dados para análise estatística e em todos os quesitos o grupo de intervenção teve resultados favoráveis, como redução de 60% nos índices de ansiedade, aumento no engajamento escolar, tomada de decisão e melhoria no desempenho acadêmico”, conclui.
Além de atingir essas necessidades, a proposta era estabelecer um protocolo que fosse compreensível pelos educadores, educandos e comunidade escolar.