FSG
|
Notícias
15 de dezembro de 2025
Ano novo, bolso novo: especialista da FSG explica como começar a investir em 2026 — mesmo com pouco dinheiro
Com a alta no custo de vida e a crescente busca por estabilidade financeira, Eduardo Trapp Santarossa, economista e docente da FSG, aponta estratégias
Com a chegada de 2026, crescem as buscas por organização financeira, redução de dívidas e formas seguras de investir. Para ajudar quem deseja transformar promessas de ano novo em resultados reais, o economista e especialista em alocação de recursos Eduardo Trapp Santarossa, docente de Economia, Mercado de Capitais e Análise de Investimentos da FSG – Centro Universitário da Serra Gaúcha, explica o que fazer — e o que evitar — ao iniciar a jornada no mundo dos investimentos.
Segundo o especialista, o grande erro de quem começa é acreditar que é preciso muito dinheiro ou conhecimento técnico. “O primeiro passo é sempre o planejamento financeiro. Nem precisa ser sofisticado: uma planilha simples, ou até mesmo um caderno, já ajuda a entender receitas, gastos e para onde o dinheiro está indo”, afirma.
Investir com pouco? Sim, e com segurança – Diferente do que muitos acreditam, é possível iniciar a vida de investidor com valores baixos. “Existem alternativas acessíveis, como títulos públicos e até ações, que permitem investir com menos de R$ 100. O importante não é o valor inicial, mas a frequência dos aportes”, reforça Santarossa.
Para quem busca segurança, o economista indica começar pela reserva de emergência, um dos pilares da saúde financeira. “Ela deve ser tratada como investimento e é o primeiro objetivo antes de pensar em aplicações mais arrojadas.”
Poupança perdeu espaço – Ao contrário de seu papel histórico como investimento popular, a poupança hoje não é mais a opção mais vantajosa. “Há alternativas seguras com maior potencial de retorno, como títulos públicos ou produtos bancários e corporativos de alta qualidade”, comenta o docente. Dados nacionais mostram que, nos últimos anos, a poupança tem registrado mais resgates que aportes, reflexo dessa perda de atratividade.
E quem tem dívidas, pode investir? – Segundo Santarossa, pode, mas com cuidado. “Endividamento controlado é sinal de saúde financeira. O problema é quando dívidas caras, como cartão de crédito e cheque especial, consomem grande parte da renda e atrapalham os objetivos.” Para ele, planejar antes de gastar é a melhor forma de equilibrar as duas coisas.
Os erros mais comuns de quem está começando – Entre os deslizes mais frequentes, Santarossa destaca:
- Financiar objetivos de longo prazo com dívidas de curto e alto custo;
- Depender de cheque especial ou rotativo do cartão;
- Começar a investir sem antes organizar minimamente o orçamento.
Para 2026, o recado é claro: “Planejamento e aportes recorrentes — independentemente do valor — são a chave para começar o ano com o pé direito financeiramente”, conclui o docente.