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22 de maio de 2026
Antes do inverno, vacinação se torna principal aliada contra casos graves de gripe
Especialista do Centro Universitário Cesuca explica por que este é o momento ideal para se imunizar
Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação preventiva, especialmente contra a gripe. O período é considerado estratégico por anteceder os meses de maior circulação de vírus respiratórios, como a influenza.
Segundo Bruna da Rocha Garcez, enfermeira especialista em Gestão e Saúde Pública e professora da disciplina de Suporte Básico de Vida do Centro Universitário Cesuca, a imunização antecipada é fundamental para proteger a população antes do aumento expressivo dos casos.
“O outono é um período estratégico porque antecede o inverno, quando há maior circulação de vírus respiratórios, especialmente o da gripe. A vacinação neste momento permite que a população desenvolva proteção antes do pico de casos.”
De acordo com o Ministério da Saúde, na região Sul o pico de circulação dos vírus respiratórios costuma ocorrer entre abril e junho, motivo pelo qual as campanhas de vacinação são intensificadas nesta época.
A especialista destaca que a vacina contra a influenza recebe atenção especial, sobretudo para os grupos prioritários, como:
- idosos com 60 anos ou mais;
- crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- gestantes;
- trabalhadores da saúde;
- professores;
- pessoas com doenças crônicas;
- pessoas com deficiência;
- povos indígenas;
- profissionais da segurança e salvamento.
“Esses grupos apresentam maior risco de complicações graves, como pneumonia, hospitalização e até óbito, por isso a imunização é ainda mais importante.”
A professora também reforça um ponto que ainda gera dúvidas na população: vacina não é apenas para crianças.
“A vacinação é uma estratégia de proteção ao longo de toda a vida. Adultos e idosos também precisam manter a carteira atualizada, já que algumas vacinas exigem reforços periódicos.”
Além da proteção individual, a vacinação contribui para a imunidade coletiva, reduzindo a transmissão e protegendo pessoas mais vulneráveis.
Entre os principais riscos de adiar ou não realizar a imunização estão:
- maior chance de infecção;
- aumento de casos graves;
- maior risco de hospitalizações;
- sobrecarga do sistema de saúde.
Segundo dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, a vacina contra a influenza pode reduzir entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos associados à doença.
“Atualizar a caderneta de vacinação é uma medida fundamental de prevenção, proteção coletiva e fortalecimento da saúde pública.”