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13 de abril de 2021
Arquitetos no pós-pandemia: entenda porque esses profissionais serão essenciais na readaptação de cidades e espaços urbanos
Mestre e especialista em arquitetura e urbanismo, Tiago Baialardy, professor do curso de Arquitetura do Cesuca, destaca como a pandemia pode refletir no papel da arquitetura frente aos novos desafios
A pandemia do Covid-19 trouxe à tona diversas reflexões e adaptações necessárias que habilitaram as pessoas para os novos desafios. E no âmbito da arquitetura não foi diferente. E é pensando na nova realidade, que o professor de Arquitetura e Urbanismo, Tiago Baialardy, do Centro Universitário Cesuca, instituição que integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, destaca no podcast Cesuca Talks, no episódio de título “Arquitetura e Pandemia” as atuações do profissional da área no planejamento e adaptação urbana da sociedade em um cenário pós pandemia.
A partir da necessidade do isolamento social, por exemplo, foi possível o especialista levantar questionamentos como o de preparar as cidades para quando a doença passar, e como vai ser a projeção desses novos espaços com segurança na vida pública e das pessoas. “O profissional tem que ter grandes e boas ideias para poder organizar e arquitetar lugares de convívio, desde pequenos espaços a uma cidade inteira. Vale ressaltar que, a partir da pandemia, a arquitetura também passou a dar conta da coexistência dos espaços para trabalhar e descansar em um mesmo ambiente, explica Tiago.
Como um organizador de espaços e ambientes que precisaram mudar na atemporalidade, as atividades do profissional de arquitetura vão desde a constituição da cidade e o bairro, com o planejamento urbano seguro e de convívio da sociedade, até a adaptação da rua para andar, o paisagismo e muitos outros. “Na nossa área acreditamos que a necessidade é mãe da invenção, e neste momento, o arquiteto tem que se reinventar como profissional para atender as novas necessidades da sociedade em relação a ambientes com novas infraestruturas. E, mais do que nunca, o arquiteto do século XXI tem que ser capaz de considerar 100% as pessoas e a adaptação delas nesses novos ambientes”, aponta Tiago.
Por essa razão, as áreas de atuação da Arquitetura tendem a ser cada vez mais promissoras e de maior demanda. Segundo o professor, para que isso fosse possível, a arquitetura contou com uma boa atualização ao longo dos anos, e agora passa a ter a tecnologia como uma grande aliada, desde maquetes 3D até projetos e planos de interiores virtuais.
“Assim como em países desenvolvidos, hoje conseguimos usar recicláveis em construções e a impactar menos o meio em que a gente vive. ONGs, por exemplo, há muito tempo já fazem uso de palhetes na estruturação de casas, sempre visando o reaproveitamento de materiais em abundancia na região”, destaca o professor.
É, dessa forma, que o docente aponta que a arquitetura vem conseguindo também quebrar a imagem de atividade elitista, principalmente em um país no qual saneamento básico para todos ainda é um desafio. “Está entre os paradigmas atuais da arquitetura brasileira também mudar a necessidade da cidade, além da questão da segurança dos shoppings, condomínios e comércios. Nesse contexto, a aproximação do arquiteto e urbanista será fundamental para repensarmos as cidades do amanhã feridas pela pandemia”, destaca.
A grande chave desse processo para ter sucesso é uma maior participação dos arquitetos nos projetos neste momento, desde a hospitais até casas, usando da criatividade e interagindo com novas áreas, ou mesmo retomando antigas soluções que ficaram perdidas durante um tempo. “A arquitetura não lida apenas com construções civis, mas também é papel da área ajudar a resolver problemas que a vida por si só nos acarreta”, finaliza. Esse e todos os outros episódios do Cesuca Talks estão disponíveis no Spotify. Para conferir na íntegra, clique aqui.