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8 de outubro de 2018
A formação odontológica, no geral, é focada na prática e a maior parte dos alunos se dedica às atividades de treino manual para execução dos procedimentos, principalmente, os cirúrgicos e restauradores, constata o prof. Marcos Vasconcelos, coordenador do curso de Odontologia do Unipê. Apesar do viés pragmático, o docente observa que sair do ambiente de sala e procurar o envolvimento em atividades complementares pode ser um diferencial na vida dos futuros cirurgiões-dentistas, permitindo que os discentes conheçam a realidade e desenvolvam perfis voltados para o mercado de trabalho.
“As atividades complementares são, sem dúvida, um diferencial na vida acadêmica, e os resultados desse investimento são colhidos logo após a formatura, quando da participação em processos seletivos para ingressar em cursos de pós-graduação e ingressar no mercado de trabalho”, disse o coordenador de Odontologia do Unipê.
Monitoria, pesquisa e extensão
A monitoria é apontada pelo docente como uma oportunidade ímpar para os alunos aprofundarem seus conhecimentos e auxiliarem na formação dos colegas mais jovens. “O monitor é um aprendiz de professor”, observa o prof. Marcos Vasconcelos.
O coordenador acrescenta que a monitoria aproxima o aluno das áreas de maior afinidade do discente e dos professores, favorecendo o acesso à pesquisa e ao desenvolvimento acadêmico.
“A pesquisa e a extensão são atividades extremamente ricas sob o ponto de vista de crescimento. Ao desenvolver uma pesquisa, o estudante tem a oportunidade de apurar a criticidade e a capacidade de tomada de decisão. Além disso, favorece a leitura, a interpretação e a escrita”, analisou o prof. Marcos Vasconcelos.
De acordo com o docente, os resultados de pesquisas podem gerar publicações científicas em revistas técnicas e ainda serem apresentados em congressos e jornadas, gerando produção para enriquecer o currículo e favorecer o futuro profissional. Já a extensão, permite ao graduando um contato maior com a sociedade, através de ações que propõem a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Incentivos que repercutiram na carreira acadêmica de discentes
O egresso do curso de Odontologia do Unipê Carlus Alberto Oliveira dos Santos concluiu a graduação em julho de 2018 e já foi aprovado no primeiro lugar em duas seleções de mestrado de instituições públicas da região, tendo optado por seguir no programa de pós-graduação em Odontologia da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB.
“Meu maior sonho, quando ingressei no curso de Odontologia do Unipê, sempre foi ser docente e pesquisador. Desse modo, desde o início da minha graduação, me preparei para que um dia pudesse ser aprovado em alguma seleção de Mestrado. Nesse sentido, desde meu segundo período, me envolvi com projetos de pesquisa, monitorias, extensões universitárias e produção de artigos científicos, tudo proporcionado pela Instituição. Além disso, tive a oportunidade de publicar livros e capítulos em diversas áreas da Odontologia, o que me ajudaram bastante nas seleções de mestrado”, contou o egresso.
Raíres Chaves é egressa do curso de Odontologia do Unipê, tendo se formado no semestre de 2017.1, e também foi selecionada para um programa de pós-graduação. Diferente do Carlus Santos, ela está fazendo o Mestrado em Ciências Odontológicas pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB.
“Quando entrei na faculdade, nem pensava em fazer monitoria ou projeto de extensão, era tudo muito novo para mim. Mas, com o tempo, fui gostando de algumas disciplinas e vendo que com apenas a graduação o meu currículo não ia ser tão competitivo para o mercado de trabalho e, consequentemente, para a seleção de mestrado”, comentou a egressa.
Ela enfatizou a participação em monitorias desde o segundo período até o último semestre do curso, tendo passado pelas disciplinas de Anatomia Humana, Anatomia Topográfica e Endodontia, bem como dos projetos de extensão Anjos do Sorriso e Odontologia Hospitalar. Além estas atividades complementares, Raíres também foi uma das fundadoras da Liga Acadêmica de Anatomia Haroldo Diniz (LAAHA).
“Sempre consegui conciliar tudo e nunca me prejudiquei nas outras disciplinas por estar participando dessas atividades. Ao contrário, só adquiri mais conhecimento e destreza nas apresentações orais. Além disso, tanto a monitoria quanto os projetos de extensão e pesquisa contam pontos para quem pretender fazer seleção para mestrado ou residência. No meu caso, essas atividades foram fundamentais para minha aprovação no mestrado da UFPB”, afirmou.
Egressos em breve estarão aptos a exercer a docência
José Viana Filho, Aparecida Tharla Leite, Ricardo Liberalino, Faumana Camara e Maria Quitéria Ribeiro são outros egressos que se formaram recentemente e continuaram com os estudos em programas de pós-graduação da região e até fora do país, como é o caso de Quitéria, que acaba de ser aprovada no Mestrado em Cuidados Paliativos da Universidade do Porto, em Portugal.
O prof. Marcos Vasconcelos ressalta que dentro de pouco tempo os egressos estarão aptos a participar dos processos seletivos para professor do Unipê. “É nosso desejo ter ex-alunos fazendo parte do nosso corpo docente, por isso investimos muito em atividades complementares. Anualmente, apoiamos a realização de simpósios e congressos locais, e realizamos a cada dois anos uma Jornada Acadêmica. Estimulamos ainda a participação nas atividades de monitoria, pesquisa e extensão, e promovemos publicações internas, como os Manuais Aplicativos em Clínica Odontológica”, finaliza o coordenador de Odontologia do Unipê.
Vestibular Unipê
O Unipê está com as inscrições abertas para o Vestibular e os cursos disponíveis nesta seleção contemplam as áreas da saúde, tecnologia, humanas e de negócios. A inscrição pode ser realizada por meio do portal unipe.edu.br.
Confira também os financiamentos, bolsas e descontos ofertados pela Instituição em unipe.edu.br/financiamentos. Em caso de dúvidas, os candidatos podem ainda ligar para a Central de Relacionamento do Unipê: 0800-707-9210.

