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24 de maio de 2021
Para o Me. Fabrício Moreira Monteiro, a pandemia propôs uma dedicação maior do profissional de Biomedicina, pois exigiu o aprofundamento em conhecimentos sobre os mecanismos de infecção e diagnóstico da doença;
A Biomedicina é uma área da saúde que possibilita a atuação em diversos segmentos, como: análises clínicas, indústria alimentícia, centros cirúrgicos com perfusão extracorpórea, banco de sangue, no diagnóstico por imagem, biologia molecular, em reprodução humana assistida, pesquisa, docência, entre outras.
A área mais comum de atuação do profissional biomédico é a de análises clínicas, no entanto, verifica-se um crescimento desses profissionais em áreas como, estética, sobretudo na realização de procedimentos e prevenção do envelhecimento precoce, promovendo também o resgate da autoestima.
Entretanto, para o Me. Fabrício Moreira Monteiro, coordenador dos cursos de Biomedicina e de Tecnólogo de Estética e Cosmética do Centro Universitário N. Senhora do Patrocínio (CEUNSP), instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, o profissional teve que, diante do atual cenário de pandemia, desenvolver um novo olhar à atuação profissional, especialmente quanto ao diagnóstico molecular e pesquisas.
“A pandemia propôs uma dedicação maior deste profissional, pois exigiu o aprofundamento em conhecimentos sobre os mecanismos de infecção e diagnóstico do coronavírus. Acredito que a Biomedicina foi e será vista com uma outra perspectiva após esse cenário de crise sanitária, afinal foram muitos os desafios”, destaca.
Nesse contexto, o docente do CEUNSP explica que diante da covid-19, o biomédico precisou, em um curto período de tempo, compreender a fisiopatologia da doença e como se dá o comportamento do vírus. “Vejo que nós, profissionais biomédicos, nos tornamos mais e melhores preparados, pois a busca em compreender o que estava acontecendo no Brasil e no mundo, exigia pressa, sobretudo no estudo molecular e pesquisas. Era e é o biomédico um dos profissionais responsáveis em descobrir novas cepas do vírus, desenvolver testes, diagnósticos e, é claro, a produção de vacinas”, avalia.
Por fim, Fabrício aponta que a profissão ganhou maior evidência no atual cenário, assim como outras áreas ligadas à saúde física e psíquica das pessoas. “Penso que não só a biomedicina, mas áreas gerais ligadas à saúde humana foi evidenciada, como medicina, fisioterapia, psicologia. Quanto à biomedicina, posso analisar que tanto nós profissionais, quanto aqueles ainda que pretendem se formar, precisam olhar a profissão com essa nova perspectiva, pois não é tão simples como muitos pensam. O profissional biomédico tem sido primordial nessa crise sanitária que vivemos. Não basta apenas interpretarmos e verificar se existe ou não coerência no resultado a ser liberado, por exemplo, mas atestar o diagnóstico da patologia que foi clinicamente identificada pelo médico no ato da investigação clínica. Esse é apenas um exemplo, pois são muitas as análises que afirmam a importância e o crescimento da profissão neste período”, argumenta.
Me. Fabrício Moreira Monteiro – Graduação em Ciências Biológicas – Modalidade Médica (Biomedicina) e especialista em Citologia Clínica. Mestre em Ciências da Saúde pelo Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Belo Horizonte (IEP). Docente, Coordenador, Presidente do Colegiado e do Núcleo Docente Estruturante dos cursos de Biomedicina e Estética e Cosmética do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP). Membro do Banco de Avaliadores (BASis) do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), certificado pelo INEP/MEC.