BRAZ CUBAS
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28 de novembro de 2019
Todo aluno, logo que inicia seus estudos no curso de Direito, inevitavelmente tem em mente em algum momento que se tornará uma pessoa mais útil para as pessoas em geral, seja como um excelente advogado(a) ou atuando à frente de um dos cargos disponíveis na carreira jurídica como procurador, promotor e juiz, entre tantas outras.
Esse sentimento é indispensável para que o discente se dedique ao conhecimento de todas as matérias que vão sendo apresentadas ao longo dos cinco anos da graduação em Direito. Cada disciplina tem seu valor e é natural que desperte interesses diferentes em cada estudante. É natural inclusive, que ao passar dos semestres, até mesmo aqueles alunos que chegaram ao curso decididos a seguirem determinada área, acabem redirecionando suas rotas por terem despertado interesse de atuação em área diversa.
Mas nada é tão gratificante para a maioria dos alunos, do que o momento em que é chegada a hora das matérias que envolvam a prática jurídica, normalmente lá pelo 7º semestre da graduação. Elas levam o aluno, ainda que não esteja familiarizado com a prática da área jurídica, a iniciar o treinamento da construção de peças jurídicas e a fazer o atendimento ao público no Núcleo de Práticas Jurídicas.
No Núcleo de Práticas Jurídicas, que se encontra instalado em prédio específico para a prática jurídica, dentro da própria Brazcubas, ainda sob a supervisão dos profissionais ali presentes. O estudante inicia sua experiência prática atendendo o público, ouvindo as demandas trazidas por essas pessoas que na maioria das vezes chegam desestimuladas, com autoestima baixa e envergonhadas, pois a maioria dos atendimentos são dedicados à solução de demandas de pessoas mais necessitadas, com baixa renda e sem o mínimo de recursos para a contratação de um advogado particular. Diante desse cenário, o aluno não apenas precisa ter a sensibilidade de ouvir os problemas trazidos pelos assistidos, como também já precisa ter conhecimento suficiente para propor a medida jurídica mais adequada a cada problema apresentado, baseado em todo conhecimento adquirido em sua formação até chegar a esse momento.
Em uma outra etapa, em atividade ainda ligada ao Núcleo de Práticas Jurídicas, porém agora em parceria com o Tribunal de Justiça/SP, os alunos passam a realizar as audiências de conciliação com intuito de levar as partes ao encontro da solução durante a audiência e assim evitar que a ação siga para sentença, economizando tempo para as partes e poupando para o Estado tempo e verba, afinal, com a conciliação entre as partes a ação se dá por encerrada naquele ato.
Entretanto, para atuar como conciliador(a), o aluno(a) interessado(a) precisará se submeter a uma avaliação, e em seguida submeter-se a uma entrevista pela equipe do Núcleo de Práticas Jurídicas, para que possa então ser indicado(a) à nomeação pelo Tribunal de Justiça.
O Núcleo de Práticas Jurídicas, mais do que exercitar com os alunos a prática da carreira, especialmente na advocacia, desperta em todos os discentes um olhar mais apurado ao seu redor e fortalece, especialmente naqueles que já buscaram pelo curso de Direito com intuito de se tornarem úteis às pessoas, uma experiência de crescimento pessoal e, por que não dizer, espiritual.
Se você se interessou, busque mais informações no site ou abra um atendimento na área do aluno e mergulhe nessa grandiosa experiência!
Autora: Egle Munhoz
Advogada e Bacharel em Direito pela Brazcubas
