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15 de dezembro de 2025
Ceia de Natal pode esconder riscos graves: nutricionista alerta para intoxicações e ensina como evitar problemas à mesa
Docente do Centro Universitário Cesuca explica os erros mais comuns nas festas de fim de ano — e dá dicas práticas para proteger as pessoas.
A Ceia de Natal é um dos momentos mais esperados do ano, mas também pode se tornar um dos mais arriscados quando o assunto é saúde. Entre alimentos mal armazenados, pratos expostos por horas na mesa e preparações com cozimento inadequado, aumentam significativamente os casos de intoxicação alimentar durante as festas. Para ajudar as famílias a celebrar com segurança, a professora Carolina Rosa, nutricionista e docente do curso de Nutrição do Centro Universitário Cesuca, de Cachoeirinha (RS), alerta para os principais perigos e explica como prevenir problemas antes, durante e depois da ceia.
Segundo a nutricionista, os maiores riscos estão ligados ao manuseio incorreto dos alimentos, à falta de higiene, ao tempo exagerado em temperatura ambiente e ao cozimento insuficiente — fatores que favorecem a proliferação de micro-organismos como Salmonella, E. coli e Staphylococcus aureus. Crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas formam o grupo mais vulnerável: “Nessas populações, quadros de intoxicação evoluem mais rapidamente e podem ser mais graves”, destaca Carolina.
Compras e armazenamento: onde começa o problema – A escolha dos produtos é o primeiro ponto de atenção. Carnes, peixes e frutos do mar devem estar refrigerados corretamente, sem sinais de descongelamento ou embalagens violadas. Em casa, a regra é simples: alimentos perecíveis não podem ficar fora da geladeira por mais de duas horas, especialmente nos dias quentes.
“As carnes cruas devem sempre ficar nas prateleiras inferiores da geladeira, bem embaladas, para evitar que pingamentos contaminem outros alimentos”, reforça.
Higienização e preparo: detalhes que fazem toda a diferença – Frutas, verduras e legumes precisam ser lavados em água corrente e deixados em solução clorada por 15 minutos, procedimento essencial para eliminar micro-organismos que a água sozinha não remove.
Outro erro frequente é a contaminação cruzada — quando utensílios usados para carnes cruas entram em contato com alimentos prontos. Além disso, o cozimento deve atingir temperaturas seguras acima de 70°C.
Organização da ceia: quanto tempo a comida pode ficar na mesa – A recomendação é clara: no máximo 2 horas. Depois disso, a comida deve ser refrigerada em recipientes rasos e bem fechados. As sobras podem ser consumidas por até 3 dias, desde que sejam bem armazenadas e reaquecidas antes de servir.
Ao transportar alimentos para outras casas, o ideal é usar caixas térmicas ou bolsas isotérmicas, mantendo a temperatura adequada.
Como identificar algo errado — e quando buscar ajuda – Alterações de cheiro, cor, textura, sabor ou embalagens estufadas indicam risco.
Entre os sintomas de intoxicação estão: náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e febre.
A orientação é buscar atendimento médico imediatamente em caso de:
- Febre persistente
- Sinais de desidratação
- Fezes com sangue
- Casos que envolvem idosos, crianças, gestantes e imunossuprimidos
Uma ceia segura é totalmente possível – A nutricionista reforça que prevenir é simples e eficaz: “Com planejamento, atenção ao preparo e boas práticas de higiene, é totalmente possível celebrar sem riscos. A segurança alimentar deve fazer parte da tradição.”