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16 de dezembro de 2020

Cenário pós-pandemia mostra comércio eletrônico vital e reinventado para atender consumidor em casa, avalia especialista do UDF

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Novos hábitos de consumo do cliente trazidos com pandemia de covid19 levou negócios e MPMEs a se transformar em tempo recorde por sobrevivência

O Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, de olho no que acontece no mercado de comércio eletrônico, convidou um especialista no tema para falar sobre o futuro do e-commerce no Brasil em um cenário de pós-pandemia. Para o Coordenador do curso de Gestão de Administração e RH do UDF, Sandson Azevedo, o setor de vendas on-line se torna ainda mais vital em uma sociedade cada vez mais reclusa em casa. Porém, só sobreviverão no segmento aqueles empreendedores e negócios que se reinventaram durante a crise.

Na visão do Coordenador, a experiência de compra através da internet tem de ser tão simples e agradável quanto à física. Para isso, ele recomenda o uso da tecnologia disponível. “Em um cenário que torna o comércio on-line cada vez mais importante, a tecnologia passa a ser uma grande parceira ao possibilitar que clientes simulem como ficariam, por exemplo, em uma peça de roupa. O principal fator de atenção do negócio deve ser o tempo de entrega e a construção de confiança junto ao consumidor”, explica.

Com algoritmos cada vez mais assertivos nas sugestões aos clientes, é necessário também que a loja ou o vendedor possibilitem uma experiência de compra tão semelhante ou idêntica àquela praticada fisicamente. Ou seja, caso ele queira devolver um produto, por qualquer motivo, que essa ação seja feita de forma tão ágil quanto o processo de compra ou de envio do produto.

“O principal obstáculo para que os negócios se adaptem à nova realidade é o fator logístico. Grandes empresas enfrentaram esse problema de forma mais rápida, mas os pequenos negócios foram forçados a ter custos extras e se ajustar desorganizadamente, causando fechamentos e clientes insatisfeitos. Por isso, é importante que eles se reinventem de forma estratégica, porém não demorada”, comenta Sandson.

Entre os segmentos que devem ser destaque no novo cenário do comércio eletrônico para o pós-pandemia, o de alimentação ganha relevância. Antes visto como de difícil operação por fatores logísticos, o comércio on-line de alimentos deve ter este ano o seu maior salto no Brasil desde o início das vendas pela internet no País.

“A área de alimentação de entrega por delivery já vinha crescendo e, com a impossibilidade de acesso por meio físico, esse segmento se destacou de imediato. Aliado a esse movimento, o cliente também passou a ver os pequenos negócios do bairro como importantes para o desenvolvimento econômico, o que os levou a uma adaptação rápida e desordenada, que agora, no cenário pós-pandemia, pode até gerar frutos e lucro para o empreendedor”, salienta o coordenador do UDF.

Tais movimentos comentados pelo especialista já se mostram coerentes em números divulgados recentemente pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm). A entidade que rege o e-commerce no Brasil constatou que, entre março e maio deste ano, período de isolamento social por conta da pandemia de covid19, foram abertas mais de 107 mil lojas virtuais para a venda dos mais diversos produtos na internet. O número é, na avaliação da Abcomm, cerca de dez vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

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