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26 de agosto de 2022

Cinema 2023 – expectativas e novidades 

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Professor Glauco Madeira de Toledo, do curso de Jornalismo da UNIFRAN, conta o que espera do mundo cinematográfico para o ano que vem 

O cinema entretém milhares de jovens e adultos desde seu lançamento no final do século XIX. A partir de então, a indústria vem se aperfeiçoando e evoluindo cada vez mais, gerando conhecimento e diversão. A partir de um estudo da Plataforma Gente, realizado em outubro de 2021 sobre os hábitos de consumo de filmes do brasileiro, 94% dos entrevistados dizem gostar ou gostar muito de filmes, e 53% dizem assistir de 4 a 7 filmes na semana. 

O professor Glauco Madeira de Toledo, dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Universidade de Franca (UNIFRAN), instituição pertencente ao Grupo Cruzeiro do Sul Educacional, sinaliza que é possível haver um retorno da produção e distribuição audiovisual a patamares pré-pandemia e que por questões de risco de contágio, muitas produções no mundo todo foram suspensas e inúmeros lançamentos, até mesmo de obras já prontas, foram atrasados. 

“Em 2022 muitos desses cronogramas foram destravados e voltaram a andar, mas ainda há vários projetos que devem ser retomados ao longo deste ano e que disputarão um lugar em sala de exibição no ano que vem.” 

Para termos um bom filme, a melhora nos aspectos tecnológicos vem de diversas áreas. Por exemplo as impressoras 3D, cada vez mais aperfeiçoadas e menos caras, ajudam nas produções, uma vez que é possível imprimir um objeto de cena a partir de um projeto no computador. Isso ajuda a obter mais rapidamente itens de fantasia ou de ficção científica, que não fazem parte do nosso cotidiano e não seriam encontrados com facilidade em lojas ou brechós. O professor reitera que os recursos de acessibilidade feitos por aplicativos de celular em salas de exibição aqui no Brasil, o que devem ser oferecidos por lei já em 2023, devem estimular um público com deficiência, que não tem tanta facilidade de ir ao cinema, a optar por assistir filmes dessa forma.

“Tecnologias de sintetização de voz com inteligência artificial, por exemplo, podem criar vozes a partir de bancos de dados de fonemas, gerando até a possibilidade de reviver a voz de um ator ou atriz já falecidos, ou de sintetizar a fala de alguém para gerar frases nunca ditas por aquela pessoa antes, numa espécie de efeito de Photoshop de voz”, avalia Toledo. 

Além disso, o docente aponta que o cinema vem se modificando desde sua criação. “O período da pandemia em que as salas de exibição não podiam ser frequentadas mostrou um apelo enorme por parte dos serviços de streaming, que passaram a ser o canal oficial de distribuição de muitos estúdios.” 

O professor explica que a nova Era de mídias audiovisuais instantâneas e de consumo fácil estão influenciando o cinema. “Ela influencia o público, que vai se acostumando com um ritmo, um tamanho, um formato, uma velocidade e isso passa a refletir na produção cinematográfica comercial.” 

Para ficar por dentro das novidades do cinema de 2023 desde já, Glauco sugere acompanhar portais de entretenimento e eventos de prévias anunciadas pelas produções. Além disso, explica que entre lançamentos dos Estados Unidos, há muitas produções anunciadas no modelo de franquias, como o quarto filme de “John Wick”, “The Flash” da Warner/DC comics, um quinto filme de “indiana Jones”, o início de uma franquia narrativa da “Barbie”, o segundo filme de “Duna” e diversos filmes do Universo Cinematográfico Marvel. 

Com a chegada das novidades, é questionado se tal obra realmente é bem avaliada, porém, o professor Glauco avalia que isso é relativo a qual tipo de espectador cada um se enquadra. Quanto mais não-especializada a audiência, mais provável é o raciocínio “Filme bom é o que gosto. Avaliar positivamente qualidades em uma obra, qualquer que seja sua natureza, para além do gosto pessoal, depende de algum amadurecimento técnico e de repertório. E é natural que seja assim. Qualidades técnicas podem ser usadas para gerar efeitos repulsivos ou desagradáveis, e isso é um recurso válido e que se bem trabalhado, leva a obra a um resultado intenso e intencional. Penso que obter isso é ser bom”. 

Por fim, o professor Glauco Madeira de Toledo, do curso de jornalismo da UNIFRAN, salienta que o Brasil é um país privilegiado culturalmente com uma indústria televisiva imensa. “Produzimos e colocamos no ar um volume de material audiovisual no formato de telenovelas que representam a força da produção da sétima arte e da representativa dos costumes brasileira.” 

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