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12 de dezembro de 2025

Começo de 2026 exige estratégia: economista da Universidade Positivo revela como construir um planejamento financeiro sólido em um ano de incertezas 

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José Ivan Prohmann, coordenador de Ciências Econômicas da UP, aponta os maiores erros dos brasileiros

Entrar em 2026 com estabilidade financeira é um desejo comum, mas, segundo o economista José Ivan Prohmann, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade Positivo, transformar esse objetivo em realidade ainda é um desafio para a maioria dos brasileiros. Em entrevista, o especialista analisa os principais obstáculos que comprometem o planejamento de longo prazo e explica como começar o novo ano com foco, clareza e segurança. 

Prohmann destaca que a educação financeira no Brasil ainda é limitada, sobretudo pela falta de hábito em planejar o futuro. “Muitos brasileiros ainda lidam com o dinheiro de forma imediatista, priorizando o curto prazo e deixando de lado objetivos maiores”, aponta. Para ele, esse comportamento dificulta a formação de patrimônio, amplia a vulnerabilidade diante de imprevistos e reduz a capacidade de aproveitar oportunidades. 

Primeiros passos para começar bem 2026 – De acordo com o economista, o ponto de partida é simples: organizar a vida financeira. Isso inclui mapear receitas e despesas, identificar hábitos que drenam o orçamento e entender qual é a capacidade real de poupança. “Sem esse diagnóstico, qualquer tentativa de planejamento vira tentativa e erro”, afirma. 

Outra orientação essencial é estabelecer metas financeiras claras e realistas, considerando o nível de renda, as prioridades pessoais e o estilo de vida. Segundo Prohmann, metas bem definidas ajudam a manter o foco e a disciplina ao longo do ano. 

Reserva de emergência: o pilar número um – Para o especialista, antes de pensar em investimentos ou grandes projetos, é indispensável construir uma reserva de emergência. A falta desse recurso é, segundo ele, um dos principais motivos que fazem muitas famílias recorrerem a crédito caro diante de imprevistos — e acabarem comprometendo todo o planejamento de longo prazo. 

Planejamento é movimento: revisar é fundamental – Prohmann reforça que o planejamento financeiro deve ser vivo e dinâmico. “O recomendado é revisá-lo com frequência, ajustando metas e estratégias conforme mudanças na renda, nos gastos ou no cenário econômico.” 

Entre os indicadores que merecem atenção do investidor comum, ele menciona especialmente inflação, taxa Selic e câmbio, que influenciam diretamente o poder de compra e o desempenho dos investimentos. 

Preparação para imprevistos e escolha de investimentos – Quando alguma emergência financeira surge, o desafio é preservar a estratégia de longo prazo. Para isso, o professor recomenda cautela e racionalidade, evitando decisões impulsivas que comprometam tudo o que já foi construído. 

Sobre investimentos, Prohmann sugere que o investidor busque opções compatíveis com seu perfil e objetivos. Estratégias equilibradas tendem a unir segurança com potencial de crescimento ao longo do tempo. 

A respeito da previdência, o economista indica que produtos de previdência complementar — como os da modalidade fundo de pensão ou entidades fechadas — podem ser aliados importantes no planejamento de longo prazo, desde que bem compreendidos. Ele alerta que o investidor deve acompanhar taxas, regras do plano e aderência às metas pessoais. 

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