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3 de dezembro de 2025
Como começar o ano com o orçamento em dia: estratégias para compras conscientes e planejamento financeiro
Especialista em economia do Ceunsp orienta consumidores a organizar o orçamento, definir limites e evitar endividamento nos primeiros meses do ano
O início do ano costuma trazer novos planos, metas e uma série de despesas adicionais — como material escolar, impostos, viagens, reajustes e compromissos financeiros acumulados das festas. Para garantir um começo de ano mais equilibrado, a professora Teresinha Mesquita de Carvalho, do curso de Economia do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), orienta os consumidores a adotarem práticas de consumo consciente e planejamento financeiro.
Segundo a docente, a falta de organização é um dos principais fatores que leva ao endividamento nessa época. “Muitas pessoas começam o ano repetindo os hábitos de consumo do fim do ano anterior, comprando por impulso ou sem avaliar o impacto no orçamento. Isso pode gerar desequilíbrio financeiro a curto e médio prazo”, alerta.
Ela reforça a importância de pesquisar preços antes de qualquer compra, especialmente em um período marcado por reajustes sazonais. Comparar valores, analisar diferentes marcas e olhar o histórico de preços ajudam a evitar escolhas precipitadas.
Outra recomendação é definir prioridades e estabelecer limites de gastos. “A verdadeira economia acontece quando a compra é planejada e feita com recursos disponíveis, evitando que juros de cartão de crédito ou empréstimos comprometam o orçamento dos meses seguintes”, orienta. A professora também destaca que qualquer renda extra — como férias remuneradas ou bonificações — deve ser utilizada com estratégia, priorizando gastos essenciais ou a criação de uma reserva financeira.
Antes de adquirir qualquer item, Teresinha recomenda refletir: o produto é realmente necessário? É possível esperar uma época de menor demanda ou promoções futuras? O orçamento atual comporta a despesa? “Comprar por impulso pode trazer prazer imediato, mas também ansiedade e preocupação futura. A ideia não é deixar de consumir, e sim fazer escolhas com sabedoria, garantindo bem-estar e evitando dívidas”, conclui.