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6 de agosto de 2018

Conheça os diferenciais da integração de projetos de pesquisa e extensão

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“Navegar é preciso”. O anúncio do general romano Pompeu anuncia a necessidade de enveredar por mares não conhecidos, desbravar. Foi tendo como base essa premissa que alunos de diversos cursos do Unipê decidiram ampliar sua experiência acadêmica por meio da integração dos projetos de pesquisa e extensão da Instituição. Experiência inovadora da academia, a integração entre os projetos tem o objetivo de possibilitar aos alunos enveredar por outras áreas do conhecimento, tendo, assim, uma formação completa.

De acordo com o coordenador da Assessoria de Pesquisa, Extensão e Desenvolvimento do Unipê, André Cesar Falcão, a integração da pesquisa e extensão é um grande foco institucional. Ele reforçou a importância dessa interdisciplinaridade como um item fundamental para a formação plena do aluno. “A integração pode ser concretizada através de ações simples”, pontuou.

Clique aqui para conhecer todos os Projetos de Pesquisa Institucionais.

Um exemplo de integração bem-sucedida é a alcançada pelo projeto Júnior Achievement, que integrou nove cursos em 2018.1: Administração, Ciências Contábeis, Logística, Gestão Ambiental, Ciência da Computação, Marketing, Arquitetura, Direito e Gestão Financeira.

Experiência exitosa

O coordenador dos cursos de Administração e Logística do Unipê, Yuri Laio, destacou o impacto dessa integração no desenvolvimento dos alunos no meio acadêmico. “Essa heterogeneidade propicia aos discentes uma visão sistêmica das problemáticas estudadas e, em conjunto com a interdisciplinaridade e o trabalho em equipe, possibilita a aquisição de competências técnicas e comportamentais que certamente farão a diferença no mundo do trabalho”, disse.

O professor explicou que o Junior Achievement possui alunos de nove cursos diferentes, de várias áreas do conhecimento. Por meio do projeto, programas são realizados nas escolas estaduais e comunidades carentes, abrangendo um grande leque de áreas relacionadas com o empreendedorismo, desde a ética profissional às tendências tecnológicas na indústria 4.0.

A aluna Isabella Mangueira, do curso de Logística, que participa como voluntária do projeto Junior Achievement, reforçou a importância da integração de cursos nos projetos. Segundo ela, o contato com alunos de diferentes cursos permite que seja possível visualizar diversas soluções distintas para um mesmo problema, de acordo com a visão e o conhecimento adquirido em cada curso dos respectivos alunos.

Isabella revelou que o projeto tem sido muito importante em sua formação acadêmica, não apenas pelo conteúdo técnico adquirido. “Mas principalmente por se tratar de um projeto que relaciona empreendedorismo e inovação com um forte apelo social, já que são programas e oficinas voltados para a criação de empresas em escolas estaduais e comunidades carentes”, pontuou.

Relatos de estudantes

 Icaro Dias, aluno do 7º período do curso Engenharia, é extensionista do projeto “A Intervenção dos Resultados Pós-Obra em uma Empresa da Construção Civil na Cidade de João Pessoa”. Coordenado pela Professora Julyana Araujo, o projeto possui integração com alunos da área da TI, experiência que deu aos estudantes a oportunidade de ampliar as possibilidades de atuação na área estudada.

“Nosso projeto necessitava de um software para auxiliar na formulação dos dados que estávamos coletando em determinada empresa. A possibilidade de termos alunos de TI para manejar essa ferramenta agregou ao nosso projeto e, com certeza, está potencializando os resultados que poderíamos ter”, comentou Icaro.

O estudante do curso de Engenharia ainda reiterou outros aspectos suscitados pela integração entre os cursos por meio dos projetos. “Eu vejo que, para o meio acadêmico, isso é algo muito válido. O campo da pesquisa precisa dessa interdisciplinaridade de diversas áreas do conhecimento e a possibilidade de viver isso aqui eu considero uma verdadeira oportunidade”, acrescentou.

Natália Tavares é aluna do 10º período do curso de Direito e pesquisadora do projeto “Meio Ambiente do Trabalho e Desenvolvimento: Instrumentos de Proteção do Trabalhador Frente ao Uso de Nanomateriais”. Coordenado pela professora Flavia Oliveira, o projeto busca ampliar os conhecimentos dos alunos do Direito. A aluna revelou que não vivenciou a integração em 2018.1, mas sua participação no Encontro de Pesquisa e Extensão, realizado em maio deste ano, lhe permitiu vislumbrar uma nova perspectiva.

“Eu vi que meu projeto pode integrar com outros cursos, como Enfermagem e Medicina, pois os Nanomateriais têm relação direta com a saúde”, comentou. Em 2018.2 o projeto irá integrar com o curso de Medicina e Natália já adiantou as suas expectativas. “Em países como a Islândia estão acabando com isso fechado em matérias. Estão colocando matérias mais abrangentes, que façam os alunos pensarem. Eu acho que projetos de pesquisa precisam ser futuristas, dar uma visão futurista a respeito do que o mundo está passando. É preciso pensar em várias direções”, declarou.

Sara Almeida é aluna do 6º período do curso de Medicina e extensionista do projeto “Ambulatório Multidisciplinar para Tratamento da Dor do Unipê”, coordenado pelo Professor Francisco Neuton Magalhães. Ela falou da integração com Fisioterapia e Psicologia em 2018.1: “Nosso projeto tem alunos de Medicina, Fisioterapia e Psicologia. A experiência foi bem construtiva, às vezes é difícil, porque temos perspectivas diferentes, mas isso é bom, pois são desafios que teremos que enfrentar mais tarde na nossa vida profissional, então já estaremos preparados”, disse.

 Oficina para os docentes

A gerente de serviços de saúde do Unipê, Isabelle Taveira, ministrou uma oficina na VII Sapiens sobre Educação Interprofissional em Saúde para os docentes da instituição. Conforme Isabelle, esse é um movimento mundial para reorientação da formação profissional em saúde e o Unipê já está à frente nesse sentido, a partir da iniciativa de integração por meio dos seus projetos de pesquisa e extensão.

“Na nossa extensão, isso já acontece. Um exemplo disso é o projeto da Microcefalia por Zika Virus. Esses profissionais trabalham numa perspectiva interprofissional. São alunos de vários cursos que trabalham juntos, de forma colaborativa, com foco no paciente”, explicou Isabelle, que ainda falou sobre a perspectiva institucional de trabalhar os currículos das graduações também nesse sentido. “Objetivamos orientar os currículos de forma a desenvolver nos alunos competências colaborativas”, asseverou.

Conforme Isabelle, os problemas de saúde serão cada vez mais complexos, o que exige a formação de profissionais cada vez mais capacitados. “Se continuarmos formando profissionais apenas com foco em competências específicas, sem capacidade para enfrentar, em equipe, problemas complexos, continuaremos tendo um serviço de saúde fragmentado. Queremos alunos que estejam aptos a trabalhar em equipe e juntos enfrentarem estes problemas, contribuindo assim para a melhoria da qualidade na assistência à saúde. Estamos desenvolvendo um projeto para começar a estudar isso também dentro do ensino”, complementou.

Saiba mais

Ficou interessado? Clique aqui e veja em quais projetos você pode se inscrever.

Período de inscrições: 1 a 13 de agosto de 2018

Local de inscrições: Secretaria da Coordenação do Curso promotor do Projeto

Período de seleção: 14 a 23 de agosto de 2018

Divulgação prevista dos resultados: 27 a 31 de agosto de 2018.

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