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27 de julho de 2020

Coronavírus: economista do Unipê avalia a reabertura do comércio de serviços não essenciais

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Ma. Ailza Silva de Lima, economista e professora do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário de João Pessoa, fala sobre a quarta etapa de flexibilização da economia e sobre as novas formas de consumo

As atividades comerciais com a imposição de medidas de segurança contra a Covid-19 já foram retomadas em diversas cidades do Brasil. Em João Pessoa, a quarta etapa de flexibilização da economia iniciou nesta segunda-feira (27), e com isso os setores de alimentação, bares e as academias poderão voltar a funcionar com 50% da capacidade.

Até hoje, conforme os dados mensais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o país, o setor que mais sentiu com a pandemia do novo coronavírus foi o terciário (serviços: -0,9% e comércio: 13,9%, em maio de 2020), seguido pelo secundário (indústria: 7% em maio de 2020). Na contramão, de acordo com os dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Produto Interno Bruto do agronegócio brasileiro, que representa o setor primário, cresceu 0,36% em abril, acumulando um crescimento de 3,78% no quadrimestre.  O ramo agrícola caiu 0,19% no mês de abril, enquanto que o pecuário cresceu 1,45% no mês, acumulando no quadrimestre crescimento de 1,72% e 8,01%, respectivamente.

Com a reabertura de atividades não essenciais no país, a economista e Profa. Ma. Ailza Silva de Lima, do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, avalia que o comércio (calçados, vestuários e eletrônicos) e os serviços (salão de beleza, barbearias e academias) são os setores que podem apresentar um crescimento a curto prazo já nas primeiras etapas de flexibilização.  

“Em períodos de crise global e insegurança por conta da pandemia, a reabertura do comércio pode não apresentar uma elevação expressiva na receita, entretanto pode gerar receita para cobertura dos custos fixos do empreendedor, como os gastos com o aluguel, salário dos funcionários e outras despesas fixas”, aponta Ailza. 

Contudo, a especialista ressalta que a população deve entender que buscar evitar o contágio por meio do isolamento social e higienização correta das mãos, recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), continuam sendo a melhor maneira de atravessar a pandemia com segurança. 

Assim, mesmo com as restrições atuais, as vendas podem ser impulsionadas no meio on-line, recomenda a professora. Ailza reforça que o delivery e as plataformas on-line são as formas mais indicadas para as compras, considerando que o distanciamento social é a melhor forma de prevenção diante da pandemia pela Covid-19 no momento, e as empresas precisam se adaptar a essa nova forma de consumo.

A especialista sugere: empresas locais “que não possuem a modalidade de venda digital, podem utilizar as redes sociais com as plataformas que dão a possibilidade para a oferta de produtos”. É possível fazer compras dos itens mais simples, como uma refeição, aos mais complexos, como mobília para a casa.  Existem serviços de delivery que oferecem a devolução do pagamento caso o seu produto chegue em mal estado, bem como o recebimento das compras em casa em menos de uma hora”, aponta. “Além disso, para as compras em supermercados, por exemplo, as plataformas podem disponibilizar um shopper para selecionar os produtos solicitados pelo cliente”, complementa.

Por fim, a especialista argumenta que o retorno normal de todas as atividades não será da noite para o dia no país. “A curva de contaminação no Brasil ainda está elevada e o crescimento do número de novos casos de coronavírus aumenta a cada dia, colocando o país em segundo lugar no mundo em números de casos confirmados”, conclui.

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