CESUCA
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6 de outubro de 2022
Por Arno Uszacki*
Incluído no calendário do comércio varejista, desde 1959, quando foi criado o Dia das Crianças, por ocasião da assinatura da Declaração dos Direitos Universais da Criança, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, essa se tornou uma data afetiva que varia de acordo com o país. No Brasil, a lei foi sancionada em 1924 definindo 12 de outubro como período comemorativo.
No calendário anual do varejo, o 12 de outubro, por ser uma das datas populares do Brasil, se posiciona como a segunda melhor época de vendas do último semestre do ano no país, ficando atrás apenas do Natal. O Dia das Crianças é muito esperado e planejado pelo comércio com expectativas altas de compras.
Considerando seu mais importante aspecto, além de a data ser relevante ao varejo, ela também se traduz num ato singelo muito carregado de simbologia emocional, que é dar presentes. Sendo assim, todos esperam o Dia das Crianças e desejam presentear, independentemente de que sejam filhos, amigos ou de algum parentesco.
E assim o dia 12 de outubro, ao longo da história, tem se tornado muito mais do que uma simples data a se festejar.
De um lado está a decisão do presente a ser adquirido. De outro, o processo de compra que deve ser decidido a fim de que este não seja um desvio no controle da economia de alguém ou de uma família. Nesse momento, se torna de extrema relevância considerar aspectos como qual tipo de presente comprar, quando comprar, se a criança será personagem protagonista do ato da compra (o que, por sua vez, pode determinar o resultado positivo ou negativo de consumo).
Embora carregada de fantasia e um forte sentimento de afeto, não é uma data de simples ato de comprar. Afinal de contas, ela implica no planejamento familiar, que, então, resultará num aporte financeiro capaz de exceder a capacidade de consumo, e se não respeitada pode afetar as finanças orçamentárias da família, comprometendo as próximas compras.
Cheio de inspiração, o presentear crianças já é por si só uma excelente atitude de prazer. Para que seja duradoura e mais cheia de satisfação, pode ser planejada e acontecer dentro de um limite e de uma capacidade de consumo – no qual as duas partes envolvidas se concretizam positivamente, a partir de um ato repleto de alegria – da criança presenteada e da venda realizada.
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*Arno Uszacki, professor do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Cesuca