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16 de abril de 2020
Docente do Unipê indica atividades mais lúdicas e o uso da tecnologia para que as crianças continuem estudando durante a quarentena
Pedagoga e assessora acadêmica da Instituição, Marillia Gabriella Duarte Fialho afirma que planejar as atividades de acordo com o perfil da criança facilita a interação com os pais
Diante da suspensão das aulas devido ao Covid-19, o desafio de muitos pais no momento é organizar uma agenda educativa e de fácil entendimento para continuar os estudos das crianças em casa.
Para minimizar o impacto do distaciamento social para os alunos em período escolar, a pedagoga e assessora acadêmica do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, Profa. Ma. Maríllia Gabriella Duarte Fialho, indica que um planejamento, muita criatividade e o uso da tecnologia podem ajudar a inventar a agenda de estudo de maneira lúdica e divertida em casa. Mas ela atenta: não devemos exigir o mesmo rigor e disciplina como na escola. “Caso a criança sinta que a hora de estudar vai ser um fardo, este será um momento de tensão e não de alegria e partilha de conhecimento entre pais e filhos”, diz..
Segundo a docente, ao manter a criança estudando, mesmo sem os livros da escola, mas com atividades da internet que contemplem os conteúdos que vinham estudando, leitura de algum livro, filme educativo ou outras atividades complementares, o impacto será menor quando as aulas retornarem. “Quando as aulas começarem, as crianças vão levar um tempo para pegar o mesmo ritmo de antes. Considerando que a partir de agora só teremos férias no final do ano, o ritmo será veloz. Então, se as crianças praticam em casa, pode acontecer duas coisas: o tempo em casa é de qualidade, porque é produtivo; e quando voltar para a escola eles já estarão no ritmo escolar”, pondera.
Planejar a rotina destas atividades é essencial, mas também é preciso considerar as características da criança. Se, por exemplo, ela gosta de atividades manuais, pode-se incentivar o uso de materiais como massinha ou farinha de trigo para ajudar nas lições. Mas se gosta de tecnologia, pode-se usá-la a favor da educação com atividades educativas. “O que acontece é que pensamos uma rotina para um ambiente ideal e não real. Aí muitas vezes acaba frustrando os pais e crianças, porque a rotina não saiu da maneira que planejou”, conta.
Assim, a professora explica que é importante que os pais conversem com seus filhos, entendam os seus gostos e adaptem as ideias para as sugestões de atividades em casa, construindo uma rotina juntos e deixando eles escolherem o momento do dia que desejam fazer as atividades.“ Se a criança for menor de dois anos, procure atividades que possam trabalhar a motricidade grossa e especialmente que seja divertido para os dois”, indica.
A tecnologia também é outra opção para criar os ambientes interativos. Sendo uma atividade individual ou compartilhada como esporte ou dança, os pais podem se aproximar mais dos filhos e quebrar a tensão do home office. “O uso da tecnologia é válido quando a criança a utiliza para aprender algo ou viajar por experiências que agora não estão podendo fazer. O tempo de uso depende de cada família. O que os especialistas recomendam é uma hora por turno, para não comprometer a visão da criança”, reforça a professora.
Já para os pais que atualmente estão trabalhando remotamente, é preciso ter consciência do tempo de adaptação tanto para eles como para as crianças, que não vão entender por que os pais estão em casa e não podem brincar. Isso pode gerar um pouco de estresse no começo. “Passado esse momento inicial, com os pais considerando as características das crianças e o ambiente em que estão, eles podem pensar atividades com materiais que eles possuem em casa”, aponta. Além das atividades divertidas, pode haver as que envolvem responsabilidade de casa também, como arrumar a cama, cuidar dos brinquedos e lavar os pratos, de acordo com a idade da criança e sempre acompanhadas de um adulto. “Assim, quando esse momento passar vamos todos voltar diferentes, porque teremos consciência do nosso papel enquanto cidadãos”.