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25 de agosto de 2022

Docente da UP é a nova presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo

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Entre os dias 3 e 7 de agosto aconteceu o 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI). Durante a atividade, a professora Katia Brembatti, docente do curso de Jornalismo da Universidade Positivo, assumiu a presidência da Abraji. 

A associação cumpre um papel superimportante para jornalismo e profissionais da comunicação, visando a defesa da liberdade de expressão e de imprensa. 

Segundo a professora, a Abraji nasce da percepção de que é preciso treinar profissionais sobre questões de segurança e cobrar responsabilidades em casos de violência.  

“É uma honra estar à frente de uma instituição que representa uma categoria tão relevante para a sociedade e que reúne tantos profissionais tão competentes.”, comenta.

A jornada da docente 

Sua história começa em Ponta Grossa-PR. Filha de uma professora de matemática, iniciou sua jornada nos números, mas logo se encantou pela escrita. Os primeiros trabalhos aconteceram no jornalzinho da escola – ali já estava ciente de que gostaria de fazer aquilo para o resto da vida. 

Aproveitou o máximo da graduação, participando da Iniciação Científica e fazendo reportagens. “Produzi trabalhos de jornalismo investigativo sem saber que tinha esse nome. Até um prêmio estadual como estudante eu ganhei na década de 1990.” 

Começou a trabalhar durante o curso, em cadernos especiais históricos e depois na editoria de política de um veículo local. Foi para a Gazeta do Povo, jornal em que ficou por 16 anos, e depois foi freelancer para CNN, Intercept Brasil e InfoAmazonia. Atualmente é editora do Estadão Verifica (setor de checagem do jornal O Estado de S. Paulo). 

A professora conquistou diversos feitos e prêmios, inclusive o Grande Prêmio Esso de Jornalismo, uma das maiores honrarias para os profissionais brasileiros, pelo projeto “Diários Secretos”. 

Este, também, recebeu o Prêmio Colpin/Ipys de Melhor Reportagem Investigativa da América Latina e do Global Shining Award, como melhor reportagem de país em desenvolvimento, dado pela Rede Mundial de Jornalismo Investigativo. 

“Os prêmios são reconhecimentos, dão um quentinho no coração. Embora tenham sido muito importantes, gosto mais dos trabalhos do dia a dia, daqueles que mudam realidades.”, afirma a docente que se especializou em denúncias, mas a cada dia prefere o jornalismo de solução, que segue a tendência de apontar caminhos. 

O escritor Gabriel Garcia Márquez dizia que o jornalista possui a melhor profissão do mundo e a professora concorda. Afirma que a área possui muita relevância social, apesar dos inúmeros desafios. 

“Além disto, nos pagam para conversar com pessoas e contar histórias! Já estive em lugares e conheci pessoas que jamais teria tido contato se não fosse o Jornalismo.”, finaliza.

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