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24 de outubro de 2025
Educação financeira: especialista orienta pais sobre como ajudar os filhos a começar o ano poupando
De acordo com Guilherme Pressi, coordenador de Ciências Contábeis do Cesuca, ideal é iniciar a poupança logo após o nascimento da criança.
Com a virada do ano e o desejo de um recomeço mais equilibrado, o tema da educação financeira ganha destaque nas famílias brasileiras. Mais do que guardar dinheiro, o ato de poupar pode se transformar em uma lição prática de responsabilidade e planejamento para os filhos — e quanto antes começar, melhor.
De acordo com Guilherme Pressi, Prof. Me., mestre em Economia com ênfase em Controladoria e coordenador do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Cesuca, em Cachoeirinha (RS), o ideal é iniciar a poupança logo após o nascimento da criança. “Quanto mais cedo começar, mais tempo o dinheiro terá para crescer, aproveitando o efeito dos juros compostos e dos rendimentos ao longo dos anos”, explica.
Os objetivos dessa poupança familiar podem variar: garantir a educação, criar uma reserva de emergência ou apoiar os filhos em sua independência na vida adulta. Segundo o especialista, é importante dividir o planejamento em horizontes de tempo: curto prazo (para pequenas despesas), médio prazo (para educação e experiências) e longo prazo (para independência financeira).
Na hora de investir, Pressi destaca que a segurança e a diversificação são essenciais. Entre as opções mais indicadas para investimentos de longo prazo estão Tesouro Direto (Tesouro IPCA+), fundos de índice (ETFs), fundos imobiliários, investimentos internacionais e previdência privada, que podem ser combinados conforme o perfil da família.
Mas o grande valor desse processo, segundo ele, vai além do retorno financeiro: é a educação financeira que se constrói no dia a dia. “Investir para os filhos é uma oportunidade poderosa de ensinar valores, paciência e disciplina. Envolver as crianças nas decisões, criar metas concretas e mostrar como o dinheiro cresce ao longo do tempo ajuda a formar adultos mais conscientes e responsáveis”, afirma.
O professor recomenda ainda que os pais usem ferramentas simples — como planilhas de gastos, metas visuais e o método 50-30-20 (50% para necessidades, 30% para desejos e 20% para investimentos) — para ensinar os filhos a planejar e equilibrar despesas. “Educar financeiramente é um presente que os pais oferecem para a vida toda. Ensinar desde cedo que o dinheiro é um meio para realizar sonhos — e não um fim em si mesmo — é o primeiro passo para um futuro mais seguro e sustentável”, conclui Pressi.