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4 de novembro de 2025

Enem 2025: especialista do Centro Universitário Módulo oferece dicas para equilibrar estudo, lazer e saúde mental

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Confira estratégias eficazes para que estudantes em regiões costeiras se preparem de forma saudável e produtiva

Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), estudantes de regiões litorâneas enfrentam um dilema particular: a intensa pressão dos estudos versus o constante convite ao lazer e às distrações naturais do ambiente.

Para ajudar a lidar com esse cenário e promover uma preparação equilibrada, o professor Jean Luca Lunardi Laureano da Silva, do curso de Psicologia do Centro Universitário Módulo, compartilha orientações psicológicas e estratégias práticas para conciliar rotina de estudos com qualidade de vida.

Segundo o professor, manter o foco e evitar o esgotamento é um desafio real. “Parte do problema está na formação do hábito de estudar. Quando há incentivo e apoio desde cedo, a criança tende a desenvolver uma relação mais tranquila e menos penosa com o aprendizado”, explica.

Para quem está na reta final, ele recomenda uma abordagem holística. “Além do acompanhamento psicológico, o adolescente precisa manter uma vida saudável como um todo: sono, alimentação, atividade física e equilíbrio nas relações sociais e afetivas. Quando esses elementos estão em desequilíbrio, ocorre uma reação em cadeia negativa que afeta diretamente o desempenho nos estudos.”

Para otimizar o aprendizado e a retenção de conteúdo, a psicologia cognitiva sugere ir além da simples memorização. “Aprender bem não é decorar, mas envolver-se ativamente com o conteúdo: revisar gradualmente, testar a memória, escrever, resumir e usar imagens e palavras para reforçar o que foi estudado”, afirma.

Ele destaca que autodisciplina e motivação podem ser cultivadas por meio de organização, autoconhecimento e da criação de um espaço fixo para estudar. “Mesmo com as distrações do mundo atual, é possível manter o foco estabelecendo horários, alternando estudo e descanso e tornando o aprendizado parte natural da rotina”. Uma estratégia eficaz, segundo o professor, é intercalar atividades prazerosas com os períodos de estudo, utilizando-as como reforço positivo.

Outro desafio comum é a culpa que muitos estudantes sentem ao tirar um tempo para o lazer, especialmente em locais que naturalmente convidam ao descanso. O especialista ressalta a importância de compreender e regular essa emoção. “A culpa é uma emoção válida e natural, como qualquer outra. O ideal é entendê-la e saber administrá-la”, pontua.

Ele diferencia a culpa por estudar pouco — que pode servir de estímulo para mudança — da culpa por descansar. Para quem estuda em excesso, o lazer não é perda de tempo, mas um componente essencial. “O adolescente que dedica muitas horas aos estudos deve colocar o ‘pé no freio’ e intercalar o aprendizado com atividades relaxantes e prazerosas, além de períodos de descanso. Isso precisa fazer parte da rotina, e não acontecer apenas de vez em quando”, conclui.

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