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25 de agosto de 2025
Equipe do Cesuca realiza pesquisa sobre a qualidade da água do Rio Gravataí
Análises iniciais revelam dados importantes sobre os desafios ambientais enfrentados pelo rio
O Rio Gravataí, um dos cursos d’água mais emblemáticos do Rio Grande do Sul, tem sido objeto de atenção e preocupação há anos. Sua complexidade ambiental, formada por fatores naturais e pela intensa atividade humana em sua bacia, exige um olhar científico aprofundado e contínuo. É com esse propósito que os pesquisadores dos cursos de Biomedicina e Medicina Veterinária de Cesuca se dedicaram ao estudo “Análises Físico-químicas, Microbiológicas e Ecotoxicológicas da Água do Rio Gravataí – RS“, apresentado recentemente no IV Congresso Latino-americano de Toxicologia Clínico-laboratorial (TOXILATIN).
O estudo, liderado pela Profa. Dra. Gabriela Rodrigues, buscou desvendar os detalhes da qualidade da água do rio, desde sua nascente em Viamão até a região de transição entre Porto Alegre e Canoas, uma área fortemente impactada pela atividade industrial e urbana. As análises iniciais já trouxeram informações relevantes: altos níveis de cobre, a presença de bisfenol A, além cepas de Escherichia coli e Staphylococcus coagulase negativa com perfil multirresistente a antimicrobianos.
Esses achados acendem um alerta importante: a resistência antimicrobiana é um desafio global de Saúde Única, que transcende fronteiras e afeta humanos, animais e o meio ambiente. Isso reforça a necessidade de práticas conscientes no uso desses medicamentos, tanto na medicina humana quanto veterinária.
Desde 2012, o Rio Gravataí é reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como um dos rios mais poluídos do Brasil. Esse status decorre de diferentes fatores: lançamento de esgoto doméstico sem tratamento, despejo de resíduos industriais, uso excessivo de agrotóxicos e urbanização desordenada. Embora as inundações possam agravar a situação, esses fatores estruturais são os principais responsáveis pela degradação ambiental.
A pesquisa, que também integra atividades de pós-doutorado da professora, está sendo realizada em parceria com outras instituições e seguirá ao longo de 2025. Os primeiros resultados do estudo foram apresentados em junho no IV Congresso Latino-americano de Toxicologia Clínico-Laboratorial (TOXILATIN 2025), realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O evento, de grande relevância científica na América Latina, reuniu especialistas para discutir os desafios emergentes da toxicologia.