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16 de dezembro de 2022
Tcharla Bragantin, coordenadora do curso de Ciências Contábeis do Módulo e FASS, explica os cuidados que os brasileiros devem ter com as finanças neste período
Dezembro é uma época festiva, mas não se pode deixar de lado a organização e o cuidado com as finanças. Tcharla Bragantin, coordenadora do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Módulo e da Faculdade São Sebastião, lembra ser importante analisar a necessidade de compras de fim do ano. “É um período que estamos mais emotivos e com o décimo terceiro na conta, o que faz com que as pessoas tenham a sensação de que a renda está maior e automaticamente vem o impulso de comprar algo”.
Para evitar acúmulo de dívidas desnecessárias neste momento, Tcharla recomenda fazer um levantamento da situação financeira da família e pessoa, priorizando primeiro o pagamento das dívidas antes de qualquer compra. “Se tem uma dívida tem que assumir, não adianta entrar em desespero, as pessoas devem procurar os credores para fazer as negociações, e, atualmente, existem diversos feirões de negociação, fazer parcelamentos, mas tomar cuidado com parcelas muito altas”.
Bragantin ressalta ainda que os principais erros que os brasileiros cometem no fim do ano são os excessos. “Ao invés de presentear todo mundo, faça uma lista com as pessoas que você quer mimar e tente dar um presente que seja significativo se atentando ao preço. Outro cuidado é com a compra de alimentos muito caros para as ceias; historicamente o brasileiro gosta de mesa farta, e é muito comum passarmos uma semana com aquelas comidas nesse período, portanto, ser cauteloso é fundamental. E para pessoas que ainda não se programaram para viajar no fim de ano, é importante que pesquisem os preços, qual destino vale mais a pena e se encaixa com seu orçamento, para evitar dívidas”.
No quesito poupar dinheiro, a especialista explica que o ideal é que cada família ou indivíduo tenha de 6 a 12 meses do orçamento mensal em caso de alguma necessidade ou imprevisto como perda do emprego.
Nesse sentido, Tcharla sugere fazer investimentos, ou seja, quando conseguimos separar uma parcela dos nossos ganhos para colocar numa aplicação, que terá um rendimento. Entretanto, o risco é muito alto, principalmente em uma família endividada.
Por fim, a coordenadora do curso de Ciências Contábeis ressalta que é importante cada um saber o quanto ganha. “Alguns indivíduos acabam confundindo seus rendimentos com o crédito que têm no cartão, trazendo a percepção de que recebem muito mais. Então é preciso analisar e colocar em primeiro lugar as contas que têm que pagar, sonhos a realizar, produtos que almeja comprar e organizar tudo isso em uma planilha”.