CRUZEIRO DO SUL

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8 de abril de 2025

Especialista explica a crescente popularidade de gatos como animais de estimação

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Entenda o porquê da popularidade e como facilitar a convivência de múltiplos gatos.

Nos últimos anos, a quantidade de gatos adotados como animais de estimação cresceu consideravelmente, o que tem gerado interesse tanto de especialistas quanto de tutores. Para entender as razões desse aumento, o médico veterinário e docente da Universidade Cruzeiro do Sul, Adalberto Von Ancken, explica os fatores históricos e comportamentais que influenciam essa tendência, além de dar orientações sobre como garantir a boa convivência entre múltiplos felinos no mesmo ambiente.

Por que os gatos estão conquistando os lares?

De acordo com Von Ancken, os gatos possuem características que tornam a convivência com eles atraente para os tutores. “São animais extremamente limpos, confiáveis e seletivos. Eles escolhem as pessoas com quem se relacionam e retribuem o afeto de forma muito única. Isso os torna companheiros especiais”, afirma o médico veterinário. Além disso, a independência desses felinos é um fator importante: eles não precisam de passeios diários e se adaptam bem à rotina dos tutores, o que facilita sua criação em espaços reduzidos.

A tendência de adoção de gatos e o crescimento das cidades

Com a verticalização das moradias e a crescente urbanização, estima-se que, nos próximos 10 a 15 anos, a população de gatos como animais de estimação pode igualar ou até superar a de cães. Esse fenômeno é explicado, em parte, pela facilidade de manejo e pela independência natural dos gatos, o que favorece a adoção.

Desafios na Adoção de Múltiplos Gatos: A Importância do Equilíbrio

Embora muitas pessoas que adotam um gato acabem adotando outros, o docente alerta para a necessidade de equilíbrio no número de felinos no mesmo ambiente. “O gato é um animal territorialista e precisa de espaços individuais para comer, dormir e brincar. Quando há muitos gatos em um único espaço, a divisão desses territórios pode gerar estresse”, explica o médico veterinário.

Além disso, estudos apontam que dois ou três gatos são um número ideal para garantir uma convivência saudável. A introdução de um novo felino no ambiente exige cuidados específicos. Von Ancken recomenda uma adaptação gradual, trazendo objetos com o cheiro do novo gato antes de inseri-lo no espaço compartilhado.

Por isso, é recomendado um período de quarentena de 10 a 15 dias antes da aproximação direta, para prevenir a transmissão de doenças e para que se acostumem com o cheiro um do outro – apesar de os tutores acreditarem estar ajudando seu gato a se sentir menos sozinho, introduzir um novo felino pode gerar reações adversar.

“Já vi situações em que um gato ficou imóvel e sem comer por mais de 24 horas após a chegada de um novo companheiro. Cada felino tem sua individualidade e pode reagir de maneira imprevisível a mudanças no ambiente”, pontua.

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