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20 de março de 2020

Especialistas analisam a importância do planejamento urbano nas cidades

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Professores do curso de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia de Produção da Cesuca discutem o tema  

O planejamento urbano é um assunto de grande destaque no Brasil e no mundo. Em razão do acelerado processo de êxodo rural, as grandes cidades brasileiras absorveram um número elevado de habitantes que não foi acompanhado pela infraestrutura urbana, fato que desencadeou uma série de problemas sociais graves. Como exemplo a questão da mobilidade e a violência. 

Segundo a Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU), dos 5.570 municípios do Brasil, apenas 2.901 oferecem serviços de transporte urbano, total de 52% da nação. Sendo assim, 48% não possui um plano de transporte urbano em prática. Diante desta realidade, fica claro a necessidade da criação de incentivos e políticas públicas que facilitem o deslocamento das pessoas a diversos pontos de uma cidade.  

Segundo o professor Eduardo Batista, coordenador do curso de Engenharia de Produção da Cesuca, “o problema é que as grandes capitais têm sofrido com o número crescente de carros e pessoas, fugiu do controle. As alternativas precisam ser revistas o quanto antes, como as inserções das bikes coletivas, novas formas de trabalho, como o home office, melhorias no transporte público e o uso de carros compartilhados” afirma. 

Além das questões acerca da mobilidade urbana, outro fator de risco que afeta a falta de planejamento no Brasil são os casos de violência, que tem se agravado nas grandes metrópoles. Conforme dados do Ministério da Justiça, em 2007 foram registradas 41.547 mortes decorrentes de crimes de homicídio doloso, roubo seguido de morte e de lesões seguidas de morte. Para o Professor Tiago Baialardy, do curso de Arquitetura da Cesuca, “esse é um tema comum a todos nós, sendo de extrema importância sua abordagem em sala da aula, pois a violência urbana tem impacto direto nos hábitos de convivência da população”, completa. 

Os docentes ressaltam ainda que, além da atuação pública, a população também pode, aos poucos, contribuir para novas práticas e mudanças positivas, como a diminuição de transportes particulares e o uso de transporte público como primeira opção, o acúmulo de lixo e o descarte em excesso, que pode ser revertido em práticas mais sustentáveis e o retorno para habitações nos centros históricos das cidades.   

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