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21 de setembro de 2018
Com reconhecimento pelo Conselho Federal de Medicina – CFM como área de atuação, a especialidade em Dor é relativamente nova na saúde. A Resolução 1973/2011 oficializa este ramo para acupunturistas, anestesiologistas, médicos fisiatras, neurocirurgiões, neurologistas, ortopedistas e reumatologistas. Pensando nesse público, o Centro Universitário de João Pessoa – Unipê inaugurará a primeira especialização em Dor da Paraíba.
“No entanto, como a dor é sempre compreendida e melhor tratada num contexto multidisciplinar, qualquer profissional da área da saúde pode fazer um curso de Pós-Graduação em Dor, sobretudo enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e profissionais da Educação Física”, salientou o professor Nêuton Magalhães, neurocirurgião coordenador da especialização do Centro Universitário.
“A Sociedade Brasileira para Estudo da Dor – SBED engloba todos os profissionais que lidam com a área da Dor, incluindo médicos veterinários”, acrescentou. Adquirido o título, os médicos podem registrar esta área de atuação no CRM de sua região. “Somente assim poderão se divulgar como médicos especialistas em Dor”, ressaltou o neurocirurgião.
Por que se especializar em Dor?
A especialização em Dor busca desenvolver habilidades diversas nos profissionais, como reconhecer, diagnosticar e tratar as síndromes dolorosas mais frequentes, bem como as associadas a outras doenças sistêmicas. De acordo com Magalhães, por ser uma especialidade relativamente recente, ela não está incluída no último Censo Médico. “Estima-se que existam menos de 10 profissionais com título de especialista em Dor registrados no CRM-PB”, colocou o neurocirurgião.
O professor também comentou que alguns fatores humanos da atualidade contribuem para transformar a dor num problema de saúde pública. Entre esses fatores estão o aumento da longevidade e o ritmo acelerado no qual as pessoas vivem nos grandes centros urbanos. Dentre os problemas mais comuns estão, por exemplo, as dores na coluna vertebral.
“A dor crônica, como doença, em termos de Saúde Pública, atinge aproximadamente 30% da população mundial, gerando um custo bilionário para os sistemas de saúde, seja em termos de gastos com exames complementares, procedimentos para tratamento da dor, internações frequentes ou perdas de dias de trabalho”, apresentou.
Especialização em Dor ofertada pelo Unipê
A especialização em Dor do Unipê se configura como um curso teórico-prático que visa aprofundar médicos e profissionais da Saúde nos conceitos de investigação e tratamento da dor. Nela será proporcionada uma abordagem sistematizada, crítica e ética, visando à aquisição e atualização de conhecimentos na área da dor.
Em termos de disciplinas, os estudantes encontrarão um curso com 24 módulos teóricos. Desses, 14 são ministrados por professores especialistas em Dor de outros estados, principalmente de São Paulo. “São profissionais muito experientes, vindos de São Paulo e que são vinculados a grandes universidades, como a USP, por exemplo, e a grandes hospitais de referência em dor”, colocou Magalhães.
“Além disso, teremos um módulo longitudinal prático, ambulatório multidisciplinar de dor, envolvendo um médico especialista em Dor, psicólogo e fisioterapeuta, atendendo os pacientes num contexto multidisciplinar, onde os estudantes aprenderão sobre o diagnóstico e tratamento da dor num contexto multidisciplinar”, acrescentou.
Para mais informações, os interessados podem acessar unipe.edu.br/pos, onde estão abertas as inscrições para o curso.
Expertise
Neuton Magalhães é Neurocirurgião Funcional pela USP. O professor possui doutorado em Neurologia pela USP, na área de Dor. Magalhães é especialista em Dor pela Associação Médica Brasileira – AMB. Ele é professor das disciplinas de Neurologia e Semiologia do curso de Medicina do Unipê.
Magalhães é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia – SBN, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Funcional – SBENF, além de membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor – SBED.