CEUNSP
|
Notícias
20 de outubro de 2022
David Gonzaga e Rafael Veiga, alunos de Engenharia Química, ficaram entre os 7 projetos inovadores que concorrem a final entre universidades brasileiras;
Finalistas disputaram com o desenvolvimento inovador de um Vidro Flex com garrafa pet
David Gonzaga e Rafael Veiga, estudantes de Engenharia Química do Centro Universitário N. Senhora do Patrocínio (Ceunsp), foram destaque e finalistas na premiação do 3º Desafio Flex de Inovação entre Universidades.
O 3º Desafio Flex de Inovação é uma premiação nacional, promovida pela Flex, que tem por objetivo aproximar a relação entre Universidade e Indústria com o propósito de encontrar novos talentos e projetos tecnológicos inovadores realizado pelos estudantes de graduação e pós-graduação do Brasil. Entre os requisitos para participar da premiação está desenvolver uma inovação que seja tecnológica ou que se encaixe no Plano Nacional de IoT (Internet of Things).
Neste ano, disputaram 150 trabalhos de universidades do Brasil, mas foram finalistas para disputar a etapa final somente 7 projetos, sendo eles das seguintes instituições: Ceunsp, Facens, Unesp, Ita, Athon, Mauá, Unifei e Cacau Hightech, e todos já ganharam um valor de R$ 1.000 reais pelo destaque em suas inovações e concorrem agora o primeiro lugar com o prêmio de R$ 50 mil.
David Gonzaga e Rafael Veiga foram finalistas do Desafio Flex Inovação diante do desenvolvimento de um Vidro Flex feito com placas de garrafa PET, que tinha como objetivo inicial filtrar os raios UV com foco em vidros automotivos, mas durante o percurso de aprimoramento notaram a dimensão de setores que este poderia ser usado como na indústria da tecnologia, automobilística, construção civil, embalagens da indústria farmacêutica, entre outros. Além disso, o projeto criado ajuda a reduzir custos e o impacto ambiental.
Os estudantes de Engenharia Química apontam que pegaram como base no desenvolvimento do Vidro Flex, o vidro frontal de carro (para-brisa), substituindo o polímero comumente usado na construção de vidros da indústria automotiva, que é o Polivinil Butyral, pelo Politereftalato de Etileno, mais conhecido como a garrafa PET.
“Outra base que pegamos de inspiração para criação do Vidro Flex é a experiência de campo que temos, por trabalharmos em laboratórios de empresas de vidros automotivos, sabemos que o polímero hoje usado é um produto de custo elevado, e a maior parte dos produtos que temos no Brasil hoje são com importação da China, e a logística nem sempre é fácil. E o Desafio Flex Inovação 2022, com certeza nos fez pensarmos fora da caixa, e entendemos a real importância do nosso projeto, e que esse pode ser um caminho muito maior do que somente um vidro para-brisa de carros, mas um vidro que tivesse inúmeras funcionalidades”, contam os estudantes do Ceunsp.
David e Rafael ressaltam ainda que outra grande sacada deles no projeto é quando definiram que substituiriam o polímero por garrafas PETs tratadas. “Nosso intuito era incorporar materiais recicláveis nesse desenvolvimento, visando reduzir o impacto ambiental e encontrando uma saída ecológica para um grande problema do nosso ecossistema: a poluição por meio do plástico. Ou seja, as inúmeras garrafas plásticas despejadas em mares e rios podem ser a solução para vários segmentos da indústria, além de proporcionar a redução de custo de muitos produtos”, finalizam.