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26 de outubro de 2021

Estudo avalia treino de atletas para observar os efeitos da fadiga mental causada pelo uso de redes sociais

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Ao lado de pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba, Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Federal Rural de Pernambuco e do Instituto Universitário da Maia (Portugal), o professor Bruno Teixeira Barbosa, do curso de Educação Física do UNIPÊ, desenvolveram um estudo com o objetivo de analisar os efeitos da fadiga mental causada pelo uso repetitivo de redes sociais na performance em atletas de voleibol ao longo de quatro semanas.

A pesquisa dividiu 24 atletas em dois grupos de 12 indivíduos, sendo um o grupo controle, que assistia um documentário emocionalmente neutro por 30 minutos antes de cada sessão de treinamento, e o grupo smartphones, que utilizava as redes sociais (Facebook, Instagram e WhatsApp) também por 30 minutos antes das sessões.

Ao todo, foram 20 sessões de treinamento. Após a divisão, foram avaliadas as implicações durante os treinos sobre a performance de tomada de decisão, controle inibitório, desempenho de salto de contramovimento e de resistência dos jogadores.


Resultados obtidos

Esses esportistas foram orientados a consumir líquidos até duas horas antes de cada sessão e proibidos de usar smartphones por duas horas antes dos treinos. Foi identificado, segundo Bruno, que o uso por 30 minutos de redes sociais antes das sessões de treinamento de voleibol, comparado com o grupo que assistiu documentário emocionalmente neutro na TV, causou um aumento significativo da fadiga mental desses atletas.

Entre os índices de mudanças percebidas estão os aumentos na percepção de esforço e tempo de resposta ao teste computacional Stroop (que averigua disfunções cognitivas) e piora no desempenho de tomada de decisão (para os fundamentos de ataque e passe) nos atletas mentalmente fadigados pelo uso repetido de redes sociais antes das sessões de treinamento.

“Com esse estudo nós podemos concluir que o grupo smartphone se manteve estagnado, mesmo com as sessões de treinamento durante as quatro semanas. Esse levantamento comprova e alerta que os técnicos não devem apenas se preocupar com a preparação do atleta no momento do treinamento, mas se atentar a fatores fora de quadra, que também atrapalham o desempenho e evolução do esportista”, aponta o professor Bruno.


Novos estudos

O grupo segue com novos estudos relacionados à fadiga mental em esportistas. Além do docente do UNIPÊ, a equipe de estudo contou com a participação dos pesquisadores Leonardo Fortes, Fabiano Fonseca, Fabio Nakamura, Petrus Gantois, Dalton de Lima-Júnior e Maria Ferreira.

Todos os instrumentos utilizados no estudo têm validação e reprodutibilidade científicas. Para saber mais informações, o artigo completo está disponível no link.

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