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3 de dezembro de 2025

Falta de informação aumenta vulnerabilidade de jovens ao HIV 

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Docente do Ceunsp explica que parceria entre escola e família é a chave para orientar jovens sobre HIV, desconstruir estigmas e incentivar a prevenção

A falta de informação qualificada sobre saúde sexual e HIV ainda é um dos principais fatores que tornam adolescentes e jovens mais vulneráveis. Para a professora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), Eliana de Toledo, a educação, a escola e a família desempenham papéis complementares e essenciais para orientar, acolher e reduzir riscos nessa fase da vida. 

Segundo a docente, com 38 anos de atuação na educação básica e 11 no ensino superior, a escola é um espaço privilegiado para a formação crítica e o desenvolvimento da autonomia. “É nesse ambiente que os adolescentes aprendem a avaliar riscos e tomar decisões mais seguras. Quando a escola promove debates abertos e embasados sobre HIV e sexualidade, oferece equidade: todos os estudantes têm acesso às mesmas informações confiáveis, independentemente de seu contexto familiar”, explica. 

Combater o estigma do HIV exige que o tema seja tratado como questão de saúde, e não como questão moral. Uma abordagem natural e clara reduz o preconceito e encoraja os jovens a buscar prevenção e cuidados. 

Além da escola, o diálogo dentro de casa também tem papel determinante. A família contribui diretamente para a formação de valores e atitudes, e conversas regulares, sem julgamentos, ajudam o adolescente a compreender riscos e desenvolver o autocuidado. De acordo com a profissional, escutar, acolher e orientar são atitudes que criam um ambiente de confiança. Quando os pais se mostram disponíveis, o jovem entende que pode tirar dúvidas sem medo. 

Apesar disso, as escolas ainda enfrentam desafios comuns ao abordar o tema, e para superá-los é fundamental que as instituições de ensino e a família atuem juntas. “A parceria deve ser baseada em diálogo e transparência. Quando ambas reforçam mensagens coerentes sobre cuidado e responsabilidade, o impacto sobre os jovens é muito maior”, conta a especialista. 

É fundamental que situações específicas que chegam à escola, assim como evidências de que o adolescente está em risco, sejam prontamente direcionadas aos profissionais responsáveis, como os da área da saúde, garantindo suporte adequado e proteção ao jovem. 

Por fim, a educadora reforça que estimular a prevenção deve ser entendido como parte da construção da autonomia. “Quando falamos de maneira clara sobre saúde, mostramos que responsabilidade e autocuidado caminham juntos. Incentivar a testagem, buscar profissionais e acessar serviços de saúde são fundamentais para que os jovens façam escolhas seguras.” 

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