UNIVERSIDADE POSITIVO
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4 de janeiro de 2022
Com a chegada do verão, grande parte da população passa as férias de final de ano – ou até mesmo apenas os finais de semana – na praia, no parque ou na piscina. E a exposição ao sol exige um item considerado imprescindível: o filtro solar, essencial para evitar queimaduras e até mesmo o câncer de pele, visto que, no Brasil, um terço de todos os diagnósticos de câncer é desse tipo, com cerca de 185 mil novos casos registrados todo ano.
Porém, são inúmeros os mitos e as verdades sobre o produto, o que acaba causando dúvidas na hora da compra e do uso. Questões como o fator de proteção e a quantidade de uso, por exemplo, são divulgadas com informações imprecisas, deixando os consumidores incertos sobre qual produto adquirir. A professora de Cosmetologia do curso de Estética e Cosmética da Universidade Positivo (UP), Ana Carolina Pareja Isa, esclarece essas e outras dúvidas sobre os protetores solares.
● Quanto mais alto o fator de proteção solar, mais alta a proteção
Mito. A especialista explica que o número do fator não tem relação com a capacidade de proteção, mas sim com o tempo que a pessoa pode ficar exposta no sol. “Se o FPS (Fator de Proteção Solar) do produto é 30, isso significa que a pessoa está 30 vezes mais protegida em relação ao tempo do que se estivesse exposta ao sol sem filtro solar. Por exemplo, se alguém começa a ficar vermelho após dez minutos no sol, com o FPS 30, essa pessoa pode se expor 30 vezes mais, ou seja, 300 minutos”, explica. Portanto, um protetor com FPS 60 não protege o dobro de um filtro com FPS 30, mas sim, apenas o dobro do tempo de exposição.
● Filtro físico é melhor que o químico
Mito. A principal diferença entre os dois é a composição, mas ambos são eficazes na proteção. Enquanto o químico absorve a radiação, deixando o efeito do sol menos nocivo, o físico cria uma barreira, impedindo a entrada dos raios solares – por isso, ele tende a deixar a pele esbranquiçada. “O ideal é que o filtro solar tenha uma composição mista, o que aumenta o fator de proteção. Porém, os físicos são menos irritantes que os químicos, então, são mais indicados para crianças e gestantes”, explica.
● A quantidade de aplicação ideal no rosto é uma colher de chá
Verdade. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda uma quantidade abundante, cerca de 2 mg por cm² de pele. “Para facilitar, utilizamos a regra da colher de chá. No rosto, sugere-se uma colher de chá. Para o tronco, o ideal é usar duas colheres, assim como em cada braço e perna”, orienta.
● A oxibenzona tem efeito cancerígeno
Mito. De acordo com a professora, a concentração de oxibenzona – composto orgânico que permite a proteção da pele – nos protetores não é preocupante, pois todas as substâncias são reconhecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e possuem segurança adequada de uso. “Todos os filtros solares só são aprovados após realizações de testes de eficácia e segurança. Ou seja, sendo utilizados de forma adequada, não há evidências de que causam efeitos cancerígenos”, assegura.
A especialista ressalta a importância do uso correto também no dia a dia. “O filtro solar é um aliado do skincare, sendo o último passo do processo. É preciso aplicar com cuidado uma quantidade generosa, duas vezes por dia. Filtros solares com cor são ideais para esse uso, pois o pigmento da maquiagem também ajuda a proteger das luzes do computador”, revela.
Ana Carolina reforça que, mesmo existindo os protetores solares de uso oral, eles não substituem a eficácia do uso tópico. “O filtro solar deve ser aplicado, no mínimo, de 15 a 30 minutos antes da exposição, devendo ser reaplicado a cada duas horas ou após imersão na água”, orienta.