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24 de julho de 2025
Férias e o desafio das telas: psicopedagoga alerta para os impactos no comportamento e na saúde mental de crianças
Especialista do Unipê orienta pais e responsáveis sobre os riscos da exposição prolongada ao universo on-line e defende uma “dieta digital”
João Pessoa, 24 de julho de 2025 – Nessas férias escolares, é normal que crianças e adolescentes passem mais tempo em casa e, consequentemente, conectados. No entanto, o uso excessivo de telas pode causar impactos significativos no desenvolvimento, no comportamento e na saúde mental dos jovens, alerta a psicopedagoga Érika Aranha, professora do curso de Medicina do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).
A especialista chama atenção para os efeitos negativos da exposição prolongada a celulares, tablets e videogames. “A curto prazo, o uso excessivo pode prejudicar o foco e o equilíbrio emocional. Já a médio e longo prazo, pode levar à irritabilidade, ao isolamento social e a dificuldade nas relações interpessoais”, explica Érika. Ela também alerta para distúrbios mais graves, como ansiedade, depressão e distorção da autoimagem — problemas que têm se tornado cada vez mais frequente entre as novas gerações.
Um dos principais desafios durante as férias é manter as crianças entretidas de forma saudável. Por isso, a psicopedagoga reforça a importância de oferecer alternativas que estimulem a criatividade, o convívio social e o equilíbrio no uso das telas. “Jogos de tabuleiro, atividades manuais, pintura e esportes são ótimas opções nesse período, pois promovem o desenvolvimento integral e o bem-estar das crianças”, recomenda a professora.
Defensora do conceito de “dieta digital”, Erika compara o uso da tecnologia aos cuidados com a alimentação: o ideal é buscar equilíbrio e qualidade no consumo de conteúdos on-line. Ela orienta que, até os três anos, o contato com telas deve ser evitado. Após essa fase, o uso precisa ser moderado com um limite máximo de uma hora por dia, dividida em pequenos períodos. “A tecnologia deve complementar a rotina, e não dominá-la, sendo uma ferramenta e não um substituto para as interações reais”, ressalta a especialista.
Outro ponto importante é o risco de confundir o mundo real com o virtual. “Quando a criança não consegue se desconectar do universo digital, pode acabar desencadeando comportamentos agressivos e facilitar o acesso a conteúdos inadequados, expondo-a a riscos desnecessários”, conclui a psicopedagoga.