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21 de outubro de 2021

Geólogo do CEUNSP correlaciona Preservação e Desastres Ambientais

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Me. Rodrigo Artur Perino Salvetti leciona no curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário N. Senhora do Patrocínio (CEUNSP) e avalia a necessidade da conscientização social sobre meio ambiente a fim de evitar grandes desastres da natureza

Segundo o geólogo Me. Rodrigo Artur Perino Salvetti, que leciona no curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP), instituição que pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, é preciso reforçar iniciativas de conscientização social acerca dos cuidados para com o meio ambiente.

O docente enfatiza que a preservação ambiental é uma obrigação de todos, e não apenas do poder público. “A população precisa se conscientizar de que lançar lixo e esgoto na mata e nos rios, provocar queimadas, desmatar florestas e a mata ciliar, avançar em áreas de preservação e caçar animais silvestres, cria um desequilíbrio ecológico e um desarranjo climático com consequências desastrosas. Os desastres ambientais e naturais, inclusive, também são provenientes desses descuidos”, analisa.

O geólogo avalia ainda, que as ações de desmatamento, por exemplo, afetam a qualidade das águas superficiais e diminui a quantidade de umidade no ar, o que influencia o padrão de chuvas regional ou nacional.

“Isso vale, por exemplo, aqui para a região sudeste do Brasil. Parte considerável da umidade que se converte em chuvas no Estado de São Paulo vem dos rios voadores, massas de ar repletas de umidade provenientes da floresta amazônica. Com o desmatamento da floresta amazônica, a umidade diminui, e diminui também o volume de chuvas no nosso estado. Essa é uma das causas da crise hídrica que estamos vivenciando atualmente, por exemplo”, analisa o geólogo.

Diante desses aspectos, o professor do CEUNSP Me. Rodrigo Artur Perino Salvetti aponta algumas ações de preservação ambiental que podem ser praticadas a fim de evitar grandes desastres. Confira:

  • Preservar nascentes e corpos d’água, evitando o desmatamento de suas margens e o lançamento de esgoto e lixo;
  • Preservar a mata nativa ou secundária de encostas e morros, a fim de evitar a erosão e escorregamentos;
  • Reduzir o uso e lançamento de agrotóxicos e outras substâncias químicas sobre o solo e água, reduzindo o impacto nesses compartimentos ambientais e na micro e macrobiota;
  • Fazer a reciclagem de bens minerais de modo a aumentar o tempo de vida das jazidas minerais em exploração, diminuindo a necessidade da abertura de novas frentes de mineração;
  • Reciclar e diminuir a quantidade de resíduos perigosos e orgânicos destinados aos aterros de resíduos (sanitários ou de inertes), aumentando o tempo de vida desses locais e diminuindo a necessidade da abertura de novos aterros;
  • Diminuir o consumo e queima de combustíveis fósseis, reduzindo as emissões de gases a atmosfera estufa à atmosfera, de modo a diminuir a velocidade das mudanças climáticas em curso;
  • Encontrar fontes alternativas de energia que permitam reduzir ou encerrar a dependência de uso de petróleo e outros combustíveis fósseis;
  • Diminuir o acabar com as práticas de desmatamento de todas as áreas do mundo, preservando os ecossistemas ali presentes (flora, fauna e recursos naturais);
  • Promover a gestão continua dos recursos hídricos, evitando desperdício de água e incentivando seu reuso em todas os setores da sociedade (doméstico, agrícola e industrial);
  1. Promover ações de educação ambiental para conscientização da população atual e futura sobre a importância da preservação do meio ambiente.

SALTO, ITU E REGIÃO

“Nossa região dispõe de uma área muito urbanizada e antropizada, e os principais biomas já foram completamente alterados pela ação humana. Por conta disso as Áreas de Proteção Permanente (APP) e de mata remanescentes estão sofrendo forte pressão ambiental oriunda do surgimento de novos empreendimentos industriais, condomínio residenciais e loteamentos, com consequente aumento populacional. Isso gera uma demanda muito maior de recursos naturais, como água, por exemplo, que não estão mais disponíveis na abundância e qualidade de outrora. As antigas e atuais áreas de exploração mineral, como as extrações de argila para cerâmica e areia dos rios, também contribuíram para o desmatamento da vegetação original da região e comprometimento da qualidade do solo e da água de alguns locais. Isso tudo sem levarmos em consideração fatores externos, como a poluição do Rio Tietê, proveniente da Região Metropolitana de São Paulo, que impacta sensivelmente a qualidade de suas águas e de seu entorno”, explica Me. Salvetti, geólogo e docente no curso de Ciências Biológicas CEUNSP.

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