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10 de abril de 2023

Harmonização facial: entenda a nova tendência

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Renata Faleiros de Freitas, professora de Biomedicina da UNIFRAN, detalha como é realizado e demais curiosidades sobre o procedimento

Renata Faleiros de Freitas, professora de Biomedicina da UNIFRAN, detalha como é realizado o procedimento, quanto tempo dura, principais cuidados e alertas   

   

Em função da grande influência tecnológica juntamente com as mídias sociais, a busca por padrões de beleza, pela perfeição e simetria vem crescendo cada vez mais e a famosa harmonização facial não ficou de fora daqueles que adora mudar e seguir a onda.    

   

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, entre 2014 e 2019, o número de procedimentos de harmonização facial subiu de 72 mil para 256 mil ao ano.   

   

Renata Faleiros de Freitas, professora de Biomedicina da Universidade de Franca – UNIFRAN, instituição pertencente ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, explica que o procedimento de harmonização facial pode ser realizado em diversas áreas, dependendo dos objetivos do paciente. “O objetivo é deixar o rosto mais harmônico, repondo o volume da face, melhorando contornos e corrigindo sulcos, rugas e cicatrizes.”   

   

“Os procedimentos de harmonização facial podem ser aplicados por cirurgião plástico, dermatologistas, dentistas, biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, biólogos com especialização Lato Sensu nessa área, reconhecido pelo MEC e registro no conselho pertinente”, esclarece a docente.   

    

Para a aplicação da toxina botulínica, de modo geral, não são recomendados intervalos menores que três meses entre aplicações. A duração do efeito é aproximadamente três a quatro meses na maioria dos pacientes, mas já há relatos do efeito de até seis meses em algumas pessoas.    

   

Riscos e cuidados antes, durante e após o procedimento   

  

Apesar da harmonização facial ser considerada um procedimento seguro, quando não é realizado por um profissional capacitado, o procedimento pode estar associado com alguns riscos.   

  

Freitas, professora de Biomedicina da Universidade de Franca, elencou os possíveis riscos em cada procedimento, confira:    

   

Botox: reação alérgica a qualquer um dos componentes, infecção local pré-existente, expectativas irreais (pele preparada x músculos), febre, uso de anti-hipertensivos, doença autoimune, uso de antibiótico, intolerância à lactose (depende da indústria).    

   

Preenchimento: infecções; edema local; formação de pequenos nódulos que podem surgir por acúmulo de substâncias ou mesmo preenchimento indevido; complicações vasculares quando injetado substâncias nos vasos, podendo causar necrose dos tecidos; cegueira; gestantes, entre outros.   

   

Orientações no pós-operatório:  

   

  • Não abaixar a cabeça por pelo menos 4h, em postura ereta;    
  • Não manipular ou massagear a área tratada e repouso por 4h;    
  • Não utilizar anti-inflamatório (exceto se tiver prescrição médica);    
  • Não se expor ao sol;    
  • Tentar dormir de barriga para cima;    
  • Não ficar contraindo o rosto;    
  • Não realizar procedimentos estéticos por 21 dias pelo menos.    

   

Em relação ao valor da harmonização facial, a docente de biomedicina explica que possui uma variação decorrente aos procedimentos e regiões faciais a serem realizados, podendo variar de R$ 1.500,00 e R$ 10.000,00.   

   

Benefícios do procedimento   

  • Autoestima;    
  • Assimetrias faciais;    
  • Melhora a mordida e a mastigação;    
  • Melhora da dicção;    
  • Qualidade do sono;    
  • Redução da dor de cabeça e bruxismo;    
  • Contornos faciais equilibrados;    
  • Redução das linhas de expressão;    
  • Elevação das sobrancelhas;    
  • Afina a face e deixá-la mais longa.    

   

    

Por fim, Renata Faleiros de Freitas, professora de Biomedicina da UNIFRAN, destaca que é possível realizar a reversão nos procedimentos de harmonização facial. Porém, oferece riscos ao paciente e deverá ser realizado por um profissional capacitado e em local adequado. “Por exemplo no caso de reverter os preenchedores de ácido hialurônico, deve-se aplicar a enzima de hialuronidase para degradação das moléculas do ácido hialurônico.”   

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