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8 de maio de 2025

Ínguas aumentadas: quando o inchaço nos gânglios deve ser motivo de atenção? 

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Especialista da Universidade Positivo, surgimento de ínguas nem sempre indica doença grave, mas pode sinalizar infecções ou alterações importantes

O inchaço dos gânglios linfáticos, popularmente chamado de íngua, costuma preocupar muitas pessoas. No entanto, a presença dessas estruturas aumentadas nem sempre é motivo de alarde. De acordo com Paula Virgínia Michelon Toledo, médica infectologista e docente do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP), o aumento dos linfonodos está frequentemente associado à atuação natural do sistema imunológico frente a infecções comuns. 

“As ínguas são linfonodos ou gânglios linfáticos aumentados, geralmente por causa de processos inflamatórios ou infecciosos. Os linfonodos têm a função de filtrar a linfa, o líquido que transita pelo sistema linfático removendo células metabolizadas ou geneticamente alteradas e microrganismos. Então, eles funcionam como centrais de defesa do corpo, que são ativados quando há algum agente agressor, como vírus ou bactérias”, explica a especialista. 

Causas e sintomas 

As ínguas são tecnicamente chamadas de linfonodomegalia ou linfadenomegalia, e comumente ocorrem em regiões como pescoço, axilas e virilha. Suas principais causas são: infecções bacterianas ou virais, como gripes, resfriados, infecções na garganta ou amigdalites; doenças sistêmicas (toxoplasmose, HIV, tuberculose, entre outras); cânceres (linfoma e leucemia); e raramente doenças autoimunes e reações a medicamentos e inflamações. “Em alguns casos, elas regridem espontaneamente quando a infecção ou inflamação é resolvida”, afirma Paula. 

Segundo a médica, febre é um sintoma comum e pode indicar que a doença é benigna, na maioria dos casos sendo uma reação imunológica do corpo. No entanto, há sinais que merecem atenção: linfonodos muito aumentados e muito dolorosos, que causam dificuldades para respirar ou engolir; os que estão aumentados por mais de duas semanas; linfonodos com aumento progressivo e rápido; linfonodos endurecidos que idealmente devem ser avaliados pelo médico; febre persistente; emagrecimento e sudorese noturna. 

Diagnósticos 

Paula Toledo informa que o exame físico feito por um médico e exames de imagem (raio X torácico, ecografia do abdômen e pelve e tomografias de tórax, abdômen e pelve) são formas de diagnosticar as ínguas. “Uma vez detectadas, o médico correlaciona o seu aparecimento com outros dados clínicos que sugerem a sua causa. Para identificar motivos específicos, pode ainda solicitar exames adicionais, como hemograma, testes de anticorpos, de proteína ou genoma de microrganismos e biópsias”, conta. 

Por fim, Toledo reforça que o principal é não ignorar sinais do corpo. “O organismo costuma nos dar pistas quando algo não vai bem. Observar, buscar atendimento e seguir as orientações médicas é sempre o melhor caminho”, conclui. 

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