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20 de março de 2021

Inovação em Saúde: tendências e perspectivas

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Falar em inovação já é um grande desafio no Brasil, visto que ocupamos uma posição pouco privilegiada (62º lugar) no Índice Global de Inovação, quando comparado com outras nações ainda em desenvolvimento. Quando relacionada à área da saúde, essa temática faz com que o assunto seja ainda mais desafiador. Entendemos como inovação […] a introdução e aplicação de ideias, processos, produtos ou procedimentos que sejam relevantes para a unidade que as adota e que beneficiem o indivíduo, grupo ou sociedade (Omachonu, Einspruch, 2010).

Mesmo sendo um desafio para a saúde aproximar ao seu cotidiano a inovação, cada vez mais isso tem sido uma busca constante, pois já temos na literatura fortes argumentos que apontam os benefícios desta associação, tais como: aumento da qualidade de vida das pessoas, diagnósticos e tratamentos mais precisos, redução de custos e desperdícios, aumento da eficiência e produtividade, aumento da competitividade, melhor qualidade na assistência prestada, maior satisfação do paciente e, ainda, a redução de eventos adversos e até mesmo de óbitos.

No dia a dia, percebemos movimentos dos hospitais acerca da inovação e tecnologia, tais como: a inteligência artificial, mobile health, telemedicina (mesmo que ainda cheia de controvérsias), cirurgia robótica, tecnologia de impressão 3D, nanomedicina, biosensores, além do uso adequado das informações, hoje impactados pela LGPD (lei geral de proteção de dados), e por fim, um conceito que surge novo em nossa região, a experiência do paciente.

Definida como “todas as interações, moldadas pela cultura da organização, que influenciam na percepção do paciente por meio da continuidade do cuidado”, acredito ser o maior desafio de nossas instituições de saúde!

Rossano Sartori Dal Molin, professor do Curso de Enfermagem da FSG

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