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19 de março de 2026

IRPF 2026: especialista alerta para armadilhas da malha fina e apresenta três dicas de ouro para uma declaração segura

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Docente do Módulo detalha os erros mais comuns, explica como a Receita Federal cruza dados.

Com a aproximação da temporada de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, a preocupação em “cair na malha fina” volta a ser pauta para milhões de contribuintes. Para desmistificar o tema e guiar os declarantes a um processo seguro, a Profa. Me. Tcharla Bragantin, coordenadora do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Módulo, detalha os erros mais comuns e oferece um guia prático para evitar as temidas inconsistências.

Segundo a especialista, “cair na malha fina” significa que a declaração do Imposto foi retida para análise pela Receita Federal em razão de inconsistências, divergências ou omissões de informações. “Ou seja, os dados informados pelo contribuinte não bateram com aqueles que a Receita Federal já possui”, explica a Profa. Tcharla.

Entre os erros mais comuns que anualmente levam contribuintes a essa situação, destacam-se a omissão de rendimentos (especialmente de dependentes ou trabalhos extras); divergência entre informes de rendimentos (empresas, bancos, INSS); despesas não comprovadas (como médicas ou educacionais) e lançamentos duplicados. A inclusão indevida de dependentes também figura como um equívoco frequente. As implicações variam desde a demora no recebimento da restituição até a aplicação de multas e, em casos mais graves, autuação fiscal.

Para quem se encontra nessa situação, o primeiro passo é acessar o portal e-CAC e verificar o extrato da declaração para identificar o motivo da retenção. “Em muitos casos, é possível corrigir por meio de uma declaração retificadora. Se houver intimação, o contribuinte deverá apresentar a documentação comprobatória dentro do prazo estabelecido”, orienta Bragantin.

O olhar atento da receita: cruzamento de dados e antecipação

A Receita Federal, com seus sistemas cada vez mais tecnológicos e integrados, intensifica o cruzamento automático de dados com diversas fontes, monitorando praticamente todas as movimentações financeiras e patrimoniais. Os principais pontos de atenção para as verificações incluem movimentações bancárias, PIX, cartões de crédito, investimentos, despesas médicas e educacionais, operações de compra e venda de imóveis e veículos, além de rendimentos de plataformas digitais e trabalho autônomo.

“A melhor maneira para o contribuinte se antecipar, é organizar todos os informes de rendimentos e demais documentos antes de declarar, evitar estimativas e sempre utilizar dados comprováveis. Além disso, é fundamental declarar todas as fontes de renda”, aconselha a especialista.

Três dicas de ouro para uma declaração segura:

Pensando na segurança do contribuinte para o IRPF 2026, Tcharla Bragantin ressalta três dicas de ouro:

  1. Declare todos os rendimentos, sem exceção:

A tentação de ocultar pequenos valores ou rendas informais pode custar caro. A Receita Federal tem acesso a um vasto leque de informações e omissões são facilmente detectadas. “A omissão de rendimentos é um dos principais motivos de cair na malha fina. Inclusive valores de dependentes, trabalhos informais ou rendas eventuais devem ser informados corretamente”, alerta a especialista.

  1. Utilize apenas informações comprováveis: 

Deduções são um direito do contribuinte, mas apenas quando há comprovação documental robusta. Tentar deduzir despesas sem notas fiscais ou recibos válidos é um dos caminhos mais curtos para a malha fina. “Nunca declare despesas médicas, educacionais ou qualquer dedução sem possuir documentação hábil. A Receita cruza esses dados com os prestadores de serviço”, orienta.

  1. Revise antes de enviar: 

Erros simples, como a digitação incorreta de um CPF, um valor ou um dado bancário, podem gerar inconsistências e atrasar a restituição. Um último check-up detalhado é um investimento de tempo que vale a pena. “Uma revisão cuidadosa evita erros simples. Conferir dados bancários, CPF de dependentes, informes de rendimentos e valores declarados faz toda a diferença para uma declaração tranquila”, finaliza a docente.

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