CRUZEIRO DO SUL
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31 de janeiro de 2020
Entre os dias 24 e 27 de outubro de 2019, Jamila Silva, aluna do Mestrado Interdisciplinar em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul, participou da 29th Annual Conference of the International Association for Dance Medicine & Science (IADMS), na cidade de Montreal, no Canadá.
A conferência tem como objetivo reunir médicos, professores e profissionais da dança para participar de workshops, palestras e debates, além de ser uma plataforma que proporciona o contato desses profissionais com as mais recentes pesquisas da área.
No dia 25, Jamila apresentou seu artigo Physical Fitness In Different Dance Modalities em forma de pôster. O estudo é o primeiro a comparar a aptidão física entre Ballet Clássico, Dança Contemporânea e Dança de Salão. “Os resultados sugerem que praticar uma modalidade de dança melhora a aptidão física do dançarino. Como no estudo de Lakes et al (2016), mostraram que dançar, por um longo período e frequentemente, está associado a melhores níveis de aptidão física. No entanto, entre as modalidades, o Ballet Clássico e a Dança Contemporânea demonstraram aumentar mais os níveis de aptidão física do que a Dança de Salão”, explica a mestranda.
A decisão de participar do evento veio após uma conversa com sua orientadora, a Profa. Dra. Elaine Hatanaka, que ressaltou a importância da internacionalização para o mestrado. “Não podemos nos prender somente à pesquisa. Temos que participar de congressos, entrar em contato com outros pesquisadores e ampliar nossos horizontes”.
A partir do incentivo, Jamila se sentiu no dever de procurar um evento no qual pudesse apresentar seu trabalho e viver uma experiência como a indicada pela professora. “Fiquei procurando na internet lugares em que eu pudesse apresentar meu trabalho e encontrei o International Association for Dance Medicine & Science, associação responsável por pesquisas no campo da dança”, comenta.
A conferência, além de contribuir para o currículo da aluna, elevou sua autoestima. “Quando você participa de um evento como esses, entende que é capaz de fazer as coisas. Você põe em prática o seu inglês e acaba tendo outra dimensão do mundo”.
A dança sempre estave presente na vida da Jamila, que teve seu primeiro contato com a expressão artística aos três anos de idade – sua mãe era bailarina de dança clássica. No mestrado, descobriu outra faceta. “Eu via e trabalhava a dança como arte. Depois da graduação, do contato com a iniciação científica, e principalmente, com o mestrado, comecei a ver a dança através dos olhos da pesquisa”, explica. Ter trabalhado como professora de dança também contribuiu para o desenvolvimento do olhar científico.
A pesquisadora confessa que durante sua graduação sentiu dificuldades com a Iniciação Cientifica (PIBIC- Cruzeiro do Sul). Mais tarde, no mestrado, começou a entender as metodologias e, com determinação e perseverança, encontrou seu caminho. “Tudo aconteceu no tempo certo”, conclui.