UNIVERSIDADE POSITIVO
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18 de março de 2020
Com as quedas das bolsas e o petróleo em baixa, o setor de imóveis ensaia crescimento e estabilidade em 2020
O novo coronavírus (COVID-19), em menos de três meses, espalhou-se pelo planeta e atingiu milhares de pessoas. De acordo com a Agence France-Presse (AFP), uma das mais prestigiadas agências de notícias do mundo, desde o início da epidemia até o dia 16 de março, mais de 175 mil casos de contágio foram registrados em 145 países ou territórios. Com as incertezas sobre o vírus e o decreto de pandemia oficializado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os investidores de todo o mundo ficaram receosos em quais setores apostar, o que está causando severa desestabilidade na economia.
“A produção e a venda de petróleo, um dos principais itens de negociação do mundo, já estava sendo motivo de uma guerra econômica particular entre Rússia e Arábia Saudita, que são os dois maiores produtores dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). O que ninguém esperava era que um novo vírus começasse na China e se espalhasse por todo o mundo, ocasionando pânico em muitas áreas, inclusive a financeira”, destaca o economista e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins.
Ele explica que, a partir desse cenário que atinge setores como exportação e turismo, é preciso que outras possibilidades sejam pensadas para que a economia não fique completamente estagnada. “Não existe milagre para resolver uma situação como essa, mas há algumas áreas que estão mais estabilizadas e sofrem menos a ação direta da bolsa porque são focadas em outro mercado. O meio imobiliário, por exemplo, ainda consegue segurar a projeção que foi feita para 2020”, afirma Martins.
Mercado imobiliário
A perspectiva apontada pelo economista tem a ver com as observações do Banco Central (BC) feitas em dezembro de 2019. Sem qualquer conhecimento de que o mundo estaria em pandemia três meses depois das declarações, o presidente do órgão disse que o Brasil cresceria 2,2% em 2020 puxado pelo setor imobiliário. Apesar da reviravolta, os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) seguem com “estabilidade” por serem menos voláteis que as ações na bolsa.
A GT Building, uma das maiores incorporadoras imobiliárias do sul do Brasil, que tem potencial estimado no Valor Geral de Vendas (VGV) de quase um bilhão de reais, oferece opções de investimento para quem decidir apostar nesse mercado. São 20 empreendimentos em desenvolvimento, dez obras em execução e cerca de dez milhões de reais em investimento de marca e produto. Recentemente, a empresa lançou seu mais novo projeto: o Maison Alto da Glória. Segundo a Brain Inteligência Estratégica – empresa de consultoria especializada no ramo imobiliário – a região que leva o mesmo nome do empreendimento tem potencial de absorção de mais de 1,2 milhões de reais por ano.
Martins analisa positivamente essa situação e reitera a importância de saber onde investir em meio à crise para criar reservas financeiras futuras. “Com a alta do dólar, a desvalorização da moeda e dos produtos de exportação nacionais, é fato que os investidores precisam se apegar a um mercado estável. Apesar de também ser afetado, o mercado imobiliário é uma opção interessante para investimentos a longo prazo, ainda mais com a retomada da construção civil anunciada nos últimos meses e a baixa taxa de juros atual. Nesse meio, o retorno financeiro não é imediato, mas cria reservas e possibilidades ao investidor de ter um ativo real girando”, ressalta.