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14 de outubro de 2025
Mudanças no MEI em 2025 reforçam importância da orientação contábil
Núcleo de Apoio Fiscal (NAF) da Unicid já forneceu mais de 09 mil atendimentos ao longo do ano
As regras para Microempreendedores Individuais (MEIs) sofreram importantes atualizações neste ano. Entre as principais mudanças estão o reajuste das contribuições mensais, novas exigências fiscais e discussões sobre a ampliação do limite de faturamento. As alterações refletem o esforço do governo em adequar o regime às transformações econômicas e tecnológicas do país, mas também exigem atenção redobrada dos pequenos empreendedores.
Com o aumento do salário-mínimo em 2025, houve reajuste automático no valor mensal pago pelo MEI. A contribuição previdenciária, equivalente a 5% do montante, passou a ter novo valor nas guias do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). No caso do MEI Caminhoneiro, cuja alíquota é maior, o aumento também foi proporcional.
Outra mudança significativa ocorreu na emissão de notas fiscais. Desde abril, passou a ser obrigatória a identificação do CRT 4 (Simples Nacional – Microempreendedor Individual) nas notas fiscais eletrônicas. A medida visa padronizar o enquadramento tributário e reduzir divergências fiscais. Também foram atualizados os Códigos Fiscais de Operações ePrestações (CFOPs), o que torna a escrituração mais precisa e alinhada às normas vigentes.
O limite anual de faturamento permanece em R$ 81 mil, com tolerância de até 20% de excesso (aproximadamente R$ 97,2 mil). No entanto, tramitam no Congresso propostas para elevar esse teto a R$ 120 mil ou R$ 150 mil anuais, além de criar mecanismos de reajuste automático conforme a inflação.
Diante dessas mudanças, cresce a necessidade de acompanhamento técnico e contábil para que os microempreendedores mantenham sua regularidade fiscal. Nesse contexto, o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) tem papel essencial. O núcleo oferece atendimento gratuito a MEIs, orientando sobre abertura, regularização e baixa de CNPJ, emissão de notas fiscais, declarações anuais e enquadramento tributário.
“Muitas vezes, o microempreendedor não tem acesso a um contador, e o NAF cumpre essa função social ao oferecer orientação qualificada e gratuita. Nosso objetivo é garantir que o MEI esteja em conformidade com as normas e possa focar no crescimento do seu negócio”, explica Wagner Pagliato, coordenador do curso de Ciências Contábeis e do NAF UNICID.
O atendimento é realizado por alunos do curso de Ciências Contábeis, sob supervisão de professores, o que promove uma troca mútua: os estudantes ganham experiência prática, e os empreendedores recebem apoio técnico de qualidade.
“Essa integração entre universidade e comunidade é um dos pilares da UNICID. Por meio do NAF, conseguimos unir formação acadêmica e impacto social, fortalecendo tanto a aprendizagem dos nossos alunos quanto a formalização e sustentabilidade dos pequenos negócios”, complementa Pagliato.
As mudanças de 2025 reforçam a importância de o MEI buscar informação e orientação contínua. Iniciativas como o NAF UNICID contribuem para a cidadania fiscal, o desenvolvimento econômico local e o fortalecimento dos microempreendedores individuais, que representam uma das principais bases da economia brasileira.