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19 de setembro de 2018

Número de professores de Educação Especial aumenta 177% em 13 anos

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O número de professores com formação em Educação Especial tem aumentado. Em 2003, segundo o Censo Escolar do Inep/MEC, 33.691 professores tinham a formação, enquanto que o registro do ano de 2015 ficou em 93.279 profissionais. Nesses 13 anos, as Salas de Recursos Multifuncionais viram um crescimento expressivo de 177% (59.588) desses profissionais da Educação.

A professora Daniella Barbosa acredita que esse cenário pode ser ainda melhor. Segundo ela, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei Nº 13.146/2015) traz como exigência básica a inserção de profissionais com essa formação para que as escolas sejam definidas como espaços inclusivos. De acordo com a professora, a Educação Especial é um ramo de ensino que perpassa todas as séries e modalidades. Assim, professores especialistas podem atuar em quaisquer níveis de ensino.

“O campo de trabalho são as salas de aula comuns e as Salas de Recursos Multifuncionais presentes tanto nas escolas das redes pública e privada do sistema de ensino no nível da Educação Básica, quanto nos núcleos de acessibilidade e salas de aula das instituições públicas e privadas de ensino da Educação Superior”, disse Daniella, que é uma das coordenadoras da especialização em Atendimento Educacional Especializado – AEE do Unipê.

O que é o AEE e por que se especializar?

O Atendimento Educacional Especializado – AEE, conforme explicou Daniella, pode ser entendido como um serviço da Educação Especial que busca garantir a inclusão escolar. “O AEE tem como função complementar ou suplementar o processo de escolarização das pessoas com deficiência, Transtorno do Espectro Autista e com Altas Habilidades/Superdotação”, disse a professora.

O professor especialista em AEE tem entre as suas competências e habilidades o caráter de identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras entre os estudantes para a plena participação dos alunos que são o público-alvo da Educação Especial, considerando as suas necessidades específicas.

Para isso, são ofertadas as salas de recursos multifuncionais “no contraturno da sala de aula comum, preferencialmente nas escolas regulares e Centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública e da rede privada de ensino”, completou. Tudo isso, explicou a professora, tem o propósito de garantir o sucesso escolar dos estudantes com uma aprendizagem “significativa e transformadora tanto na sala de aula comum quanto na sala de recurso multifuncional”.

“As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado se diferenciam daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à sua autonomia e independência na escola e fora dela”, finaliza.

Especialização em AEE do Unipê

O curso tem duração de 16 meses e as aulas ocorrem quinzenalmente aos fins de semana, o que possibilita que o profissional continue trabalhando. Podem participar professores com formações iniciais que os habilitem para o exercício da docência e professores com licenciaturas.

“Vale ressaltar que o corpo docente tem prática docente na área da Educação Especial e titulações stricto sensu, ou seja, são mestres e doutores”, colocou. A coordenação do curso também conta com a participação da profa. Sandra Ramalho, pedagoga especialista em Educação Inclusiva.

Para mais informações e inscrições, os interessados podem acessar unipe.edu.br/pos.

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