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22 de setembro de 2020

Pandemia reforça a importância da educação financeira nos lares brasileiros e especialista dá dicas para poupar

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Com a imposição de novos hábitos, além da perda do poder de compra causado pela crise econômica, famílias se viram forçadas a conter gastos e usar reserva emergencial. Especialista em gestão de custos e orçamentos explica porque quem poupa sofre menos em momentos como esse.

Se você é daqueles que criou uma poupança ou reserva financeira emergencial nos últimos anos, sabe como aquele dinheiro guardado está sendo importante neste momento. Com a pandemia da COVID-19 e, por consequência, o agravamento da crise econômica no País, especialistas apontam que a necessidade de poupar e ter uma educação financeira se tornou ainda mais relevante.

Com base nessa situação, o Centro Universitário Cesuca — instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional — convidou a Profª. Me. Karen Hackbart Souza Fontana que ministra as disciplinas de Gestão de Custos, Contabilidade de Custos, Gestão Orçamentária e Jogos Empresariais, para dar dicas e orientações sobre como poupar dinheiro e de que forma saber se o que estou comprando pode ser supérfluo ou não.

Segundo uma pesquisa recente da Confederação Nacional dos Lojistas (CNDL) e do Serasa Experian, mais da metade da população brasileira (52,5%) não poupa recursos financeiros até o final de cada mês, seja por falta de renda suficiente, ou mesmo por falta de hábito. Os que assumem poupar são 33%.

“A pandemia gerou novos hábitos, a expressão ‘do it yourself’ (faça você mesmo), além de provocar mudança no comportamento das pessoas possibilitou também uma economia para as famílias. Muitos serviços e/ou produtos que antes eram contratados e/ou comprados fora de casa agora são executados pela própria pessoa”, comenta a Profª. Me. Karen Hackbart Souza Fontana, do Cesuca.

E, afinal, por onde começar a poupar e como se organizar financeiramente para que se atravesse o momento de turbulência sem maiores percalços? Para a Profª. Me. Karen, a dica inicial é tentar reservar entre 10% a 20% da sua renda mensal. Confira outras dicas abaixo:

  • Pesquise os preços minuciosamente antes de comprar;
  • Reorganize os gastos pessoais e familiares;
  • Monte uma planilha ou baixe aplicativos para controle de finanças;
  • Sempre que possível, faça pagamentos à vista;
  • Separe as despesas fixas (aluguel, mensalidades, seguros, dentre outras) das variáveis (alimentação, lazer, vestuário, dentre outras);
  • Aproveite e pesquise promoções e descontos oferecidos;
  • Concentre as compras em um único meio de pagamento (cartão de débito ou crédito, por exemplo).

Após essa classificação, na avaliação da Prof. Me. Karen, é possível fazer as análises e propor uma redução das despesas em contas de consumo como, por exemplo: telefone celular, internet, mensalidade de TV, vestuário, etc. “O isolamento social proporciona uma redução involuntária dos gastos, pois sem sair de casa as pessoas não vão ter a oportunidade de gastar com supérfluos. Destaco também que as crianças devem ser ensinadas desde cedo quanto à essa importância”, finaliza.

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