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CRUZEIRO DO SUL

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17 de dezembro de 2019

Perspectivas curriculares, ética e compromisso social estiveram em pauta no XXIII EBRAPEM

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O campus Anália Franco da Universidade Cruzeiro do Sul recebeu, de 25 a 27 de outubro de 2019, o XXIII EBRAPEM – Encontro Brasileiro de Estudantes de Pós-graduação em Educação Matemática. O evento teve apoio do Centro de Formação e Pesquisa MATHEMA e da SBEM – Sociedade Brasileira de Educação Matemática.

O EBRAPEM contou com a participação de mais de 500 estudantes e pesquisadores convidados de todo o País, batendo recorde de público dentre todas as vinte e três edições do encontro.

A programação foi estruturada em torno de 420 trabalhos – as sessões foram coordenadas e mediadas por 72 pesquisadores convidados, dentre os quais em torno de 60 são do próprio estado de São Paulo e os demais de outras localidades do Brasil.

O XXIII EBRAPEM foi organizado por estudantes de mestrado profissional e acadêmico e de doutorado dos Programas de Pós-graduação em Ensino de Ciências e em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Cruzeiro do Sul, sob a coordenação docente da Profa. Dra. Norma Suely Gomes Allevato e coordenação discente dos doutorandos Ms. Felipe de Almeida Costa e Ms. Cecy Leite Alves Carreta.

Com o objetivo contribuir com a formação de pesquisadores iniciantes no âmbito da Educação Matemática, o Encontro promove um ambiente de colaboração, compartilhamento e divulgação de saberes envolvidos nas etapas de criação de projetos de pesquisa, delineamento teórico-metodológico, sustentação e aprofundamento teórico, bem como de crítica e amadurecimento de análise de dados construídos nas investigações desenvolvidas nos cursos de mestrado e doutorado e nas diversas linhas de pesquisa ligadas à Educação Matemática.

A professora Norma Allevato explica que a organização do evento começou em outubro de 2018, quando o Grupo de Pesquisa e Estudos Avançados em Educação Matemática – GPEAEM, coordenado por ela, liderou o movimento de apresentação da candidatura na assembleia do XXII EBRAPEM, em Belo Horizonte, para realização do XXIII EBRAPEM na Universidade Cruzeiro do Sul. Após aprovação da realização, a organização do encontro deu seu start em dezembro. “A organização se constituiu em uma trajetória de aprendizado bastante relevante para os estudantes, de compromisso, conhecimento mútuo, de união e respeito às diferenças”, comenta.

As pesquisas desenvolvidas pelos participantes são discutidas em Grupos de Discussão, sessões coordenadas por pesquisadores convidados, constituídas por trabalhos na modalidade de comunicação científica. Também há rodas de conversa, que visam promover um ambiente de compartilhamento e divulgação mais amplos da produção no campo da Educação Matemática. O evento inclui, ainda, palestras e mesas-redondas, realizadas por pesquisadores renomados e com reconhecida produção na área, cujos temas e trajetória de pesquisas estejam alinhadas ao tema do evento.

O EBRAPEM proporciona um espaço para discussão e reflexões sobre as pesquisas em andamento ou recém-concluídas no Brasil. Trata-se de um local para apresentar e esclarecer dúvidas, compartilhar certezas e incertezas, socializar resultados e realizações conquistadas nas trajetórias de formação dos estudantes, futuros pesquisadores, em um ambiente de troca de ideias e de divulgação de resultados, parciais e finais, nos diversos eixos temáticos. As atividades visam promover o aprendizado mútuo e a socializar de experiências desenvolvidas no interior dos programas de pós-graduação e dos grupos de pesquisa da área de Educação Matemática.

Professor Ubiratan e a ciência das gerações

Um dos momentos mais marcantes do evento foi a presença do Prof. Dr. Ubiratan D’Ambrosio, educador matemático brasileiro e professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), reconhecido mundialmente por seu trabalho sobre a Etnomatemática, no qual aborda o ensino da Matemática em sua aplicação e construção nos mais variados contextos culturais.

Dentro as inúmeras falas importantes do professor, uma das mais impactantes refere-se à nossa visão sobre o novo, fazendo uma analogia delicada sobre a relação do professor com sua neta. “Esses dias minha neta apareceu com uma calça da moda. Talvez a calça ‘rasgada’ da minha neta não fique bem em mim, muito provavelmente não usaria este tipo de roupas, entretanto, esta calça é uma expressão de sua geração”, disse.

Ubiratan dialoga sobre o conflito de gerações trazendo este exemplo simples, que pode estar presente no cotidiano, mas, também, comenta que as dificuldades em respeitar as mudanças podem atrapalhar os processos de pesquisa e criação de métodos.

Assim como não devemos olhar métodos científicos da década passada com um olhar anacrônico, também não devemos nos prender unicamente ao modelo atual de ciência, pois a mesma está em constante evolução. Existe uma linha tênue entre passado e presente, que deve ser vista com respeito e cautela.

Reconhecimento

A realização do evento foi um sucesso! Parabéns aos alunos dos Programas de Pós-graduação em Ensino de Ciências e em Ensino de Ciências e Matemática pela primorosa organização!

Agradecimentos

À Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa, aos professores e funcionários da Universidade Cruzeiro do Sul, aos pesquisadores convidados que contribuíram com o evento, ao MATHEMA e à SBEM.

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