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17 de junho de 2025

Pesquisa do CEUNSP revela alto índice de inatividade física entre jovens adultos

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Alto índice pode ter relação com sintomas de ansiedade e depressão

Um estudo desenvolvido no CEUNSP pelo estudante do curso de Educação Física, Rafael Henrique de Camargo Oliveira e pela estudante Daniele Gois, sob orientação do Prof. Dr. Fabio Milioni e co-orientação Prof. Ms. Luis Fernando Garcia de Oliveira, está investigando a associação entre atividade física, composição corporal e saúde mental de adultos jovens.

O projeto, apoiado pelo CNPq, integra o Programa Institucional de Iniciação à Produção Científica, à Docência e à Extensão.

Os primeiros resultados da pesquisa — que avaliou 50 participantes entre 18 e 40 anos — revelam níveis preocupantes de inatividade física. Em média, os participantes registraram 960 minutos semanais em comportamento sedentário, número significativamente superior ao tempo dedicado à prática de atividades físicas vigorosas (180 min), moderadas (150 min) e leves (90 min).

Os testes de saúde mental, aplicados por meio dos questionários POMS e HADS, também trouxeram alertas. Os participantes apresentaram escores médios de 8 pontos para tensão, 7 para depressão, 6 para raiva, e 7 para fadiga. Pela escala HADS, os voluntários atingiram média de 8 pontos para ansiedade e 4 para depressão, sugerindo presença de sintomas leves a moderados.

Já na avaliação física, os participantes demonstraram média de 24,4 kg/m2 de IMC, dentro da faixa considerada normal, mas com percentual de gordura corporal de 21,2% e relação cintura-quadril (RCQ) de 0,83, indicando riscos cardiovasculares moderado para homens e alta para mulheres — indicadores que exigem atenção.

Ainda, o tempo de permanência em exercício aeróbio foi de 561 segundos (Protocolo de Bruce), estimando uma capacidade de consumo máximo de oxigênio (VO2max) de moderada a baixa para a idade média dos participantes.

Quando estratificado por sexo, esses dados são ainda mais alarmantes para mulheres, que apresentaram valores significativamente piores que os homens em relação a composição corporal, a aptidão cardiorrespiratória e aos estados de ânimo negativos citados anteriormente.

Por fim, o estudo ainda verificou correlações significativas entre a aptidão cardiorrespiratória e os estados de ânimo, sugerindo que baixos níveis de capacidade física podem estar associados com prejuízos à saúde mental de adultos jovens. 

Esses resultados parciais evidenciam a tendência de um estilo de vida sedentário mesmo entre adultos jovens aparentemente saudáveis e reforçam a urgência de estratégias de prevenção que aliem saúde física e mental.

O projeto está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS 3) da Agenda 2030 da ONU, que propõe reduzir a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis — como transtornos mentais — por meio da prevenção, tratamento e promoção da saúde e bem-estar. A pesquisa também contribui para a meta 3.4, que busca promover a saúde mental em âmbito global.

“A prática regular de atividade física orientada pode ser tão eficaz quanto medicamentos no tratamento de sintomas leves de depressão e ansiedade. Nosso objetivo é entender essa relação com base em dados concretos”, explicam os pesquisadores.

A coleta atingiu 50 participantes e os dados estão em estágio de tratamento estatístico, com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2025. Os resultados parciais serão apresentados em um congresso internacional da área de Educação Física e ao final das análises, os resultados serão consolidados em artigos científicos, contribuindo para a ciência e para políticas públicas voltadas à promoção da saúde integral.

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