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Universidade Positivo | 24 de novembro de 2022

Universidade seleciona diabéticos para pesquisa sobre uso de shake de fava no controle da glicemia

O programa de Biotecnologia Industrial da UP está selecionando 30 voluntários portadores de diabetes tipo 2 para participar de uma pesquisa que busca evoluir no tratamento da doença. O objetivo do estudo, que será realizado com pessoas da faixa etária entre 18 e 60 anos, é identificar se o shake vegetal de fava é eficaz no controle da glicemia.

A ação faz parte do projeto de doutorado em Biotecnologia Industrial da Universidade Instituição, de autoria da coordenadora do curso de Nutrição da UP, professora Priscila Dabaghi.

O trabalho teve início em 2019 e as motivações com a pesquisa se deram por conta da valorização e do crescimento dos alimentos plant based, por questões aliadas à sustentabilidade e ao meio ambiente.

 “Pelos resultados na literatura científica que conferem às leguminosas (como é o caso da fava, do feijão, da ervilha) efeitos benéficos sobre o controle da glicemia. Dessa forma, pensamos em desenvolver um alimento de fácil consumo (como um shake com as proteínas da fava) para incluir na alimentação de diabéticos”, explica.

O shake, segundo a professora, foi desenvolvido por um parceiro da indústria de alimentos, que combinou o concentrado proteico de fava com outros ingredientes naturais, a fim de obter características sensoriais desejadas de cor, aroma, textura e sabor. “Quando a nossa formulação foi comparada em testes sensoriais com dois shakes comerciais, o produto final se mostrou muito bem aceito”, revela Priscila.

Após o desenvolvimento do shake de fava, iniciaram os testes com humanos. “Os resultados foram bastante animadores, pois quando o shake de fava foi incluído em uma refeição com teste de alto índice glicêmico (composta por pão francês e geleia de fruta), a glicemia (açúcar do sangue) dos participantes não se elevou da mesma forma que quando o shake não foi oferecido”, explica. “Isso mostra que, ao consumir o shake com alimentos normalmente contraindicados na dieta de diabéticos, podemos ter um efeito protetor”, considera.

Requisitos para a pesquisa

Para participar da pesquisa, o voluntário precisa ter entre 18 e 60 anos, exame de hemoglobina glicada menor que 7 nos últimos quatro meses (HbA1C<7%), e não ser usuário de insulina. Também não pode utilizar inibidores de apetite, esteroides, ou medicamentos que afetem a motilidade gástrica. Nem ser gestante ou estar amamentando. Mas qualquer outro medicamento pode ser utilizado sem interferência (analgésico, antibiótico, antidepressivo, entre outros). Intolerantes à lactose, se quiserem, podem tomar a enzima de forma usual e participar do exame, visto que apenas em um dia será oferecido produto à base de soro de leite (whey), que possui menos de 3 gramas de lactose por porção.

Após a inscrição, os voluntários selecionados precisarão estar disponíveis nas manhãs dos  dias 5, 7 e 9 de dezembro, para as coletas de sangue, que serão feitas no Laboratório de Análises Clínicas da Universidade Positivo, no campus Ecoville, em Curitiba.

Como funciona o estudo

Em cada experimento, o voluntário precisa estar de jejum de 8 a 12 horas para a coleta inicial. Depois, receberá uma refeição padrão com uma quantidade calculada de carboidratos e, a partir de então, será colhida a curva glicêmica (coletas de sangue para verificação da glicemia pelo tempo de 180 minutos). Assim, nos três dias agendados (5, 7 e 9 de dezembro), o voluntário repetirá essas etapas.

Ao final dessa fase e com a entrega de dados para a pesquisa, cada participante terá um diagnóstico do estado nutricional e um laudo técnico, apontando possíveis pontos de ajustes na dieta para melhorar a saúde. Todos que desejarem podem prosseguir com o acompanhamento na Clínica de Nutrição da Universidade Positivo, gratuitamente.

Inscrições pelo formulário: bit.ly/pesquisa-diabetes-UP 

Esta ação está alinhada com os indicadores 3 (Saúde e Bem-estar) e 4 (Educação de Qualidade) dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, plano que envolve 17 objetivos para erradicação da pobreza, proteção do meio ambiente, promoção de saúde e bem-estar em todo o planeta. Saiba mais sobre os indicadores que fazem parte do nosso DNA aqui. 

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