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16 de julho de 2025
Prevenção e alimentação equilibrada são a chave para um envelhecimento saudável, diz especialista
Com previsão de ser a 6ª maior população idosa do mundo até 2035, Brasil reforça debate sobre envelhecimento saudável e a importância da prevenção
João Pessoa, 16 de julho de 2025 – O Brasil caminha para se tornar a sexta maior população idosa do planeta até 2035, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o avanço constante da expectativa de vida, o debate sobre o envelhecimento saudável se torna cada vez mais latente, e a prevenção ganha destaque.
Para a nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), Keyth Sulamitta, especialista em Gerontologia, alcançar a longevidade com autonomia e qualidade de vida é possível, desde que haja uma mudança de foco: do tratamento para a prevenção.
“O estilo de vida é determinante. Alimentação equilibrada, prática de atividade física e redução do consumo de ultraprocessados são fatores decisivos para envelhecer com saúde”, afirma Sulamitta.
A docente explica também que o envelhecimento é um processo oxidativo natural, que pode ser desacelerado com escolhas adequadas, especialmente na alimentação. A orientação básica, segundo a nutricionista, pode ser resumida em uma máxima simples: “Descascar mais e desembalar menos”.
Outro ponto de atenção no processo de envelhecimento é a suplementação nutricional. Após os 60 anos, o organismo apresenta maior dificuldade na absorção de nutrientes essenciais como vitamina D, vitamina B12, cálcio e ferro — o que pode justificar a recomendação de suplementos em alguns casos. Além disso, compostos como a creatina têm sido estudados por seus benefícios na preservação da massa muscular em idosos.
No entanto, Keyth Sulamitta reforça que a suplementação deve ser sempre individualizada. “O uso de suplementos precisa ser baseado em exames e acompanhado por um profissional. O excesso pode ser tão prejudicial quanto a carência”, alerta.
A especialista também chama atenção para a necessidade de uma mudança estrutural no modelo de saúde, ainda muito voltado ao tratamento de doenças. Para ela, a educação nutricional desde a infância é essencial para formar adultos mais conscientes e idosos mais independentes.
Entre os temas frequentemente abordados pela professora Keyth Sulamitta estão dúvidas comuns relacionadas à alimentação de idosos, como o uso da air fryer e o consumo de alimentos tradicionalmente considerados problemáticos, como o ovo. Outra dica listada pela especialista é utilizar a fritadeira elétrica como uma aliada no preparo de refeições mais saudáveis, desde que os ingredientes utilizados sejam naturais e pouco processados.
Ela também esclarece que o ovo, ao contrário do que muitos ainda acreditam, não precisa ser retirado da dieta. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e minerais, o alimento pode ser especialmente benéfico na manutenção da massa muscular e da saúde em geral na terceira idade. “Mitos alimentares ainda influenciam muitas escolhas, e combater essa desinformação é parte essencial do cuidado nutricional com o idoso”, explica.