CESUCA
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24 de novembro de 2020
Professora Roberta Dalle Molle, que coordena o curso de nutrição do Centro Universitário Cesuca, orienta sobre as maneiras de inserir uma alimentação saudável no dia a dia;
Com a chegada das férias de fim de ano, é comum o aumento pela procura de métodos para emagrecer;
O fim do ano é normalmente relacionado ao período de férias, mas também é aquele momento em que as pessoas se preocupam com sua estética por conta das festas, como Natal e Ano Novo. É neste momento que elas costumam ir atrás de formas para emagrecer.
Diante desse contexto, é comum escutarmos a famigerada frase: “Na segunda-feira eu começo a minha dieta”, muitas vezes sem consultar um nutricionista, buscando regimes na internet ou cortando alimentos de forma abrupta das suas refeições. E essas não são maneiras prudentes de iniciar um processo de mudança alimentar, além de poder trazer riscos à saúde, já que cada pessoa tem suas especificidades.
Pensando nas dúvidas e dificuldades que as pessoas têm para manter uma alimentação saudável, mas principalmente para dar o primeiro passo, a Prof. Roberta Dalle Molle, Coordenadora do Curso de Nutrição do Centro Universitário Cesuca, instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, preparou algumas dicas para ajudar quem está pensando em iniciar mudanças na sua alimentação.
A professora explica que o correto é não fazer mudanças abruptas ou muito intensas na alimentação, principalmente sem orientação nutricional. As mudanças, na avaliação dela, devem ser realizadas de maneira gradual e acompanhadas por um especialista, que saberá o quanto o paciente está preparado para alterar sua alimentação/estilo de vida adequando as metas para cada indivíduo.
Para aqueles que acham que a parte estética é a única vantagem advinda da melhoria na alimentação, a Prof. Dalle Molle avisa: “Uma alimentação saudável, além de auxiliar na prevenção de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, também melhora a disposição, auxilia a ter um sono de qualidade, traz sensação de bem-estar e qualidade de vida”, explica.
Outro ponto mencionado por ela é sobre os “vilões” de uma alimentação balanceada. “Os alimentos ultraprocessados, que são os alimentos industrializados, além de terem ingredientes exclusivamente industriais, apresentam grande quantidade de sal, açúcares e/ou gorduras, podendo levar ao excesso de peso e aumentar o risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis”, comenta a Profª.
Uma forma prática de distinguir alimentos ultraprocessados, segundo ela, é consultar a lista de ingredientes em cada embalagem de alimentos que se deseja consumir. Um número elevado (frequentemente cinco ou mais) e, sobretudo, a presença de ingredientes com nomes pouco familiares e não usados em preparações culinárias, podem indicar que o alimento é ultraprocessado, na avaliação da especialista. Por fim, ela indica a regra de ouro do Guia Alimentar para a População Brasileira “Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados”, conclui.