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23 de novembro de 2020
Professora da UNIFRAN conquista o título de Embaixadora do Movimento Parent in Science na região sudeste
O Parent in Science surgiu com o intuito de levantar a discussão sobre a maternidade e a paternidade ao universo nacional das ciências;
Drª. Luciana Carmona Garcia Manzano, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Instituição, será a responsável por ampliar a temática na comunidade acadêmica
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade de Franca (UNIFRAN), instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, Professora Drª. Luciana Carmona Garcia Manzano, conquistou o título de Embaixadora do Movimento Parent in Science na região sudeste.
O Parent in Science (em português, Mães e Pais na Ciência) foi criado em 2016, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e surgiu com o intuito de levantar a discussão sobre a maternidade e a paternidade dentro do universo da ciência do Brasil. O grupo atualmente conta com a participação de 18 cientistas na coordenação central e de 73 cientistas embaixadores de centros de pesquisa de todo o País.
“Iniciamos um projeto de pesquisa na UNIFRAN sobre como a maternidade era vista no ambiente acadêmico e como a mídia construía essa mãe pesquisadora. Para dar andamento, começamos a coletar alguns dados e então, nos aproximamos do Movimento, pois os objetivos vão ao encontro dos assuntos que estávamos tratando”, explica a professora.
No começo deste ano, o Parent in Science divulgou um edital para recrutar pesquisadoras mães para serem representantes locais, e com isso levar o movimento para mais perto da comunidade acadêmica e expandir o tema por todo Brasil.
A docente explica que para selecionar essas embaixadoras, o movimento realizou diversas entrevistas. “É muito gratificante ser uma das representantes desse movimento que aborda um tema tão essencial e que me representa profissionalmente e pessoalmente. Além disso, a UNIFRAN tem um ambiente extremamente acolhedor e esse projeto será uma porta de entrada para futuras alunas mães se identificarem com o propósito das nossas pesquisas, e assim conscientizarmos a população de que quando a mulher se torna mãe, ela não precisa se anular das outras frentes da sua vida. Dessa forma, criaremos uma rede de apoio”.
Mais informações sobre o Movimento:
Em 2020, durante o primeiro mês de isolamento social devido à pandemia pelo novo coronavírus, o Movimento Parent in Science publicou uma carta na conceituada revista Science alertando para os riscos de que a disparidade de gênero poderia ser aumentada após o início da pandemia devido às atribuições de cuidados com filhos e tarefas domésticas estarem tradicionalmente relacionadas ao gênero feminino.
Além disto, realizou uma pesquisa sobre as condições de trabalho remoto por meio de questionários online, com a participação de mais de 14 mil cientistas do Brasil. Os resultados mostraram que as mulheres com filhos foram as mais impactadas pelo esquema de trabalho remoto. Especialmente para submissões de artigos, mulheres negras (com ou sem filhos) e mulheres brancas com filhos (principalmente filhos com idade até 12 anos) foram os grupos cuja produtividade acadêmica foi mais afetada pela pandemia.
Por outro lado, a produtividade acadêmica de homens, especialmente os sem filhos, foi a menos afetada durante o isolamento social. O movimento lançou ainda um informativo com a compilação destes dados com o objetivo de dar subsídios a ações e políticas públicas por parte de agências de fomento e universidades que visam proteger os grupos mais afetados na ciência pela pandemia.