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30 de abril de 2019
Aconteceu nos dias 21 e 23 de março, na cidade de Ribeirão Preto, a Jornada Paulista de Oftalmologia (JPO). O evento, que está em sua décima edição, reuniu oftalmologistas, médicos veterinários, tecnólogos e auxiliares em oftalmologia, além de pós-graduandos e professores pesquisadores em ciências da visão, oriundos da UNICAMP, UNESP-Botucatu e USP-Ribeirão.
O evento contou com um “Simpósio de Pós-Graduação” e com várias sessões em que se discutiu questões clínico-cirúrgicas nos diferentes âmbitos da Oftalmologia Brasileira, inclusive na Oftalmologia Veterinária.
A Profa. Marcela Aldrovani Rodrigues, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Unifran, foi uma das coordenadoras do “Simpósio de Pós-Graduação” e também da “Sessão de Oftalmologia Veterinária” da 10° JPO, que este ano se destacou pela versatilidade de sua grade.
No Simpósio de Pós-Graduação, professores convidados discutiram sobre o papel da Pós-Graduação e o futuro da pesquisa brasileira, o qual contou com a palestra “Publicações e patentes em oftalmologia veterinária: há espaço para oftalmologistas? ”dada pela Profa. Marcela.
Segundo a professora, a Pós-Graduação precisa gerar mais produtos, tecnologias, protocolos terapêuticos e serviços, a fim de que todo investimento concedido pelas agências de fomento retorne à sociedade. A professora ressaltou ainda que há relação entre o número de patentes e a economia de um país e que, portanto, a ciência é o caminho para superar a crise econômica, com potencial para elevar em até 9% o PIB nacional.
Na “Sessão de Oftalmologia Veterinária”, a Profa. Marcela proferiu duas palestras com temáticas diretamente relacionadas às suas linhas de pesquisas: “A natureza como fonte de produtos naturais para a oftalmologia” e “Uso de células tronco nas doenças de superfície ocular”.
Na primeira palestra, discorreu sobre o período da revolução industrial, dizendo que desde aquela época, produtos de origem natural são usados em oftalmologia e que o mercado para esses produtos está em expansão.
Informou ainda, que o Brasil possui a 17° maior biodiversidade do planeta e um inestimável acervo de conhecimento tradicional, principalmente indígena, cujas explorações sustentáveis podem gerar novos medicamentos e ajudar na economia do país.
Já na segunda palestra, compartilhou sua experiência com uso de células tronco, onde ressaltou a importância da seleção do paciente para o sucesso terapêutico e trouxe recomendações internacionais sobre boas práticas relacionadas à aplicação clínico-cirúrgica dessas células.
Veja foto do evento:
