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6 de setembro de 2022
Beatriz Vieira De Andrade Caron, coordenadora do curso de Design de Moda do CEUNSP, explica que os influenciadores e a sustentabilidade são pontos fundamentais para as marcas atraírem o consumo
Se antes as marcas tinham total poder atrativo do consumidor, hoje já é ao contrário. E um dos transformadores dessa realidade, foi a ampla utilização das redes sociais, ponto fundamental para que os consumidores passassem a buscar experiências relevantes e peças com valor agregado, visto que este além de comprar, ele avalia produtos, engaja nas causas em que acredita, cria conteúdo, compartilha e promove produtos, ideias e serviços, em tempo real no mundo digital.
De acordo com a coordenadora do curso de Design de Moda do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), Beatriz Vieira de Andrade Caron, quem domina o varejo da atualidade são os chamados consumidores 3.0. “Este perfil é total independente durante o processo de compra, não se importa em pagar mais, desde que os itens e o atendimento sejam de qualidade. Para atraí-los, as marcas apostam em influenciadores digitais como grandes divulgadores de seus produtos”.
Beatriz destaca também que o novo consumidor está mais exigente. Se antes os consumidores compravam por comprar sem se importar com as ações da marca, hoje estes são pontos fundamentais para a decisão de compra.
Existem três pontos principais que estão sendo levados em consideração pelos consumidores atuais antes das compras, são eles: valor agregado aos produtos, consciência sustentável que engloba os pilares sociais, econômicos e ambientais das empresas ofertantes de produtos, e atendimento diferenciado associado a fidelização dos clientes.
“O consumidor atual aumentou muito a preocupação com o papel que as marcas procuram ter perante a sociedade. Nesse momento é necessário ser mais contundente na aplicação dos propósitos sociais e reforçar a conexão afetiva com os consumidores, assim como olhar apresentar a importância da sustentabilidade em seus produtos”, salienta a professora de Moda.
Beatriz destaca que os consumidores da geração Z (1995 a 2010),são mais exigentes e conscientes, comparado com outras gerações, principalmente os Millennials (1981 a 1995).
“A geração Z tem grande acesso à informação e resulta em um bom conhecimento sobre tendências, e consequências sociais através do consumo. Além de pesquisarem bastante e pesarem as opções antes da decisão de compra dos produtos. Vale destacar, que o grande diferencial do consumidor consciente atual, é que em sua rotina diária de consumo ele leva em conta os impactos sociais e ambientais de cada compra, o uso e descarte adequado de produtos e serviços, e busca selecionar com sabedoria as empresas ofertantes de produtos, considerando seu compromisso com os pilares sustentáveis”, explica Beatriz.
O consumo consciente consiste em perceber que a compra de todas os produtos e serviços geram consequências positivas e negativas para o meio em que vivemos. Sendo necessário enxergar a cultura do consumo como uma ferramenta de bem-estar, e um grande instrumento de mudança social, econômica e ambiental.
Para ajudar quem deseja se tornar um consumidor mais consciente, a professora elencou 7 dicas para essa mudança de comportamento. Confira:
- Avaliar a origem do produto ou serviço;
- Incentivar o consumo de produtos circulares (usados e seminovos);
- Reflita sobre a real necessidade de um produto ou serviço antes da compra;
- Evite os canais que facilitam e incentivam o consumismo sem propósitos sustentáveis;
- Crie um objetivo sustentável ao consumir um produto ou serviço;
- Repense e planeje todas as suas necessidades diárias de compras de produtos;
- Adote práticas sustentáveis em seu cotidiano, coisas simples como consumir produtos que tenham refil, utilizar sacolas e embalagens retornáveis, separar o lixo e descartar resíduos em lugares corretos, são atitudes que transformam a sociedade e trazem economia e resultam em consumo consciente.
Por fim, a professora de Moda do Ceunsp reforça que o consumo consciente pode e deve ser praticado por toda sociedade independente de gerações ou classes sociais, pois as boas práticas podem e devem ser instauradas no dia a dia de todos de maneira simples e funcional.